Com sucesso na Netflix e nas redes sociais, Fórmula 1 ultrapassa a crise
A categoria começa a deixar o passado para trás e dá salto de popularidade, atraindo o público jovem

“Construí um restaurante cinco estrelas e o estão transformando em um McDonald’s”, esbravejou o magnata britânico Bernie Ecclestone ao deixar o comando da Fórmula 1 após quase quatro décadas, em 2017. Purista inveterado, ele não se conformava com a “americanização” da categoria, comprada pelo Liberty Group, dos EUA, por 8 bilhões de dólares. Ele temia a pasteurização das corridas. “Você não pode ir a um recital de balé usando tênis de corrida”, complementou Bernie a VEJA, durante o GP do Brasil daquele ano. Na época, sua revolta, de modo a manter o brilho original do circo, se limitava a ações singelas, como a presença de uma escuderia na cor rosa ou a retirada das grid girls, as mulheres que rodeavam os pilotos antes de os motores roncarem. Ainda que não admita publicamente, Bernie, hoje com 90 anos, deve aceitar a realidade: os novos donos conseguiram rejuvenescer a Fórmula 1.
Estima-se…
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