Cejas, o primeiro Bola de Ouro da Revista Placar
Teimosia do destino: com o inesquecível goleiro argentino foi embora outro goleiro do Santos, contemporâneo no futebol e na hora da partida final: Jair Estevão

No gol, a regra impede dois goleiros ao mesmo tempo, mas, na hora do adeus, a vida infelizmente permite que dois goleiros viajem, juntos, para sua última morada. A morte nada sabe de regulamentos terrenos. Foi o que aconteceu na recente sexta-feira 14 de agosto. Um dia duplamente triste para o sempre grande Santos da Baixada e, claro, para todos aqueles que, por amar o futebol, amamos quase com idêntica paixão seus protagonistas, que viram ídolos, preenchem a memória de lembranças inesquecíveis, quase todas únicas, um pouco mentidas, sabiamente mentidas, agigantadas pelo passar do tempo, engrandecidas pelo enxugamento dos dias que hoje vivemos.
O clube que fez conhecer o melhor do Brasil em tantos lugares do planeta onde nunca antes tinha-se aberto um mapa perdeu, em poucas horas, dois goleiros. De relevâncias opostas, mas um tão importante quanto o outro no coração de sua torcida, que, no agito dos jogos,…
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