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O perigo de cabecear a bola no futebol

Estudo inédito mostra que as pancadas na cabeça podem deflagrar impactos no cérebro como os das modalidades esportivas mais violentas

Por Natalia Cuminale4 min de leitura
DIVIDIDA – O choque: lance comum pode ser atalho para o desenvolvimento de problemas de memória e cognição
DIVIDIDA – O choque: lance comum pode ser atalho para o desenvolvimento de problemas de memória e cognição

Nos Estados Unidos, o futebol — o nosso futebol, o da bola redonda — é tido como uma modalidade esportiva menos agressiva e mais gentil do que outras mais populares pelas bandas de lá, como o futebol americano e o hóquei no gelo. Não por acaso, ao provocar menos contusões, sobretudo no crânio, ele foi maciçamente adotado nas escolas infantis — entre os homens, não colou tanto; entre as mulheres, virou sucesso. Não há dúvida: quando se compara uma partida de futebol americano com uma de soccer, do ponto de vista da saúde, o fosso é abissal — trata-se de um embate sanguinário contra outro, quase pueril. Convém, contudo, rever a inofensibilidade do esporte da criançada brasileira. Um estudo obtido por VEJA revela que as pancadas na cabeça em disputas no alto, comuns nos cruzamentos para a grande área, produzem sequelas, embora sutis. A mais grave delas é a encefalopatia…

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