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A maratona de protocolos sanitários em Tóquio

Para realizar os jogos em meio à pandemia, autoridades impuseram controles rígidos; desrespeito às normas pode resultar até em expulsão do país

Por Fernando Valeika de Barros, de Tóquio6 min de leitura
Tokyo 2020
Tokyo 2020dpa/picture alliance via Getty I

A longa viagem de quase 30 horas entre São Paulo e Tóquio, somando o tempo no ar e a escala, além da diferença de 12 horas de fuso, é maratona ainda mais desgastante em tempo de Covid-19. Do momento do desembarque no aeroporto de Narita, o maior no entorno da capital do Japão, até, finalmente, carimbar o meu passaporte, gastei cerca de 6 horas. Atravessei dezenas de pontos de fiscalização, que culminam com um teste de saliva. No longo caminho, foram conferidos dois testes PCR, negativos para o Sars-CoV-2, feitos com 96 e 72 horas antes do embarque, e a temperatura, por meio de câmeras térmicas (precisa estar abaixo de 37,5ºC). Nos meus primeiros três dias na Olimpíada de Tóquio, terei de reportar minha temperatura corporal, diariamente, e notificar sintomas como febre, tosse e coriza em um questionário, preenchido pela internet. Três testes de saliva serão obrigatórios, um a cada…

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