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A honra sobe ao pódio em Tóquio

O drama do maratonista japonês que se matou depois de perder a prata dentro do estádio olímpico – e a conexão com a frustração de Kohei Uchimura

Por Fábio Altman4 min de leitura
Kohei Uchimura e o erro na barra fixa: “não acho que eu mereça ser chamado de rei”
Kohei Uchimura e o erro na barra fixa: “não acho que eu mereça ser chamado de rei”AFP

É possível haver silêncio dentro do silêncio? Sim, é o que se ouviu pela televisão, quando Kohei Uchimura parecia pronto para iniciar a prova da barra fixa no Centro de Ginástica Ariake, emoldurado por um infinito teto de cedro. Não se ouvia nem um pio, nada, nem mesmo o canto dos tsurus, porque Uchimura, de 32 anos – “o rei” – é considerado no Japão, e para além de suas fronteiras, um dos maiores atletas da história. Ele foi bicampeão olímpico do torneio individual geral, em Londres e depois no Rio de Janeiro. De 2009 a 2016 nunca perdeu. Para-se tudo para vê-lo. E então, venerado e amado, lenda viva em Tóquio, girou em torno da barra, leve e deslumbrante como sempre. De repente, suas mãos escorregaram depois de uma pirueta rápida em demasia. E o silêncio dentro do silêncio aumentou. O erro representou a desclassificação e o fim de…

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