O Senegal é bicampeão da Copa Africana de Nações. Os Leões de Teranga bateram o Marrocos por 1 a 0, com um golaço de Pape Gueye aos 4 minutos da prorrogação, em um jogo de contornos épicos no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, capital marroquina, na noite deste domingo, 18.
Adversário do Brasil na estreia da Copa do Mundo de 2026, o Marrocos chegou perto de encerrar um jejum de 50 anos, mas Brahim Díaz, artilheiro da competição com cinco gols, desperdiçou uma cobrança de pênalti, de cavadinha, aos 23 minutos de acréscimos do tempo regulamentar.
O jogo ficou parado por uma sequência de confusões: Senegal teve um gol anulado, em seguida a penalidade controversa foi marcada para os donos da casa e os senegaleses chegaram a sair de campo para protestar.
Se Brahim Díaz foi vilão e Pape Gueye o herói, o goleiro Édouard Mendy foi um coadjuvante de luxo no bicampeonato senegalês. Além de defender o pênalti aos 113 minutos, o arqueiro ex-Chelsea, atualmente no Al-Ahli, fez outras intervenções cruciais no tempo normal e na prorrogação.
O título coroa uma geração histórica, que conta ainda com Sadio Mané (Al-Nassr), Idrissa Gueye (Everton) e Nicolas Jackson (Bayern), entre outros.

Árbitro Jean-Jacques Ngambo Ndala marcou pênalti polêmico para o Marrocos no fim do jogo -EFE/EPA/JALAL MORCHIDI
Confusão e cavadinha
A final ganhou contornos dramáticos e épicos a partir dos acréscimos do segundo tempo. Aos 47, Senegal balançou a rede qundo Idrissa Gueye cabeceou, a bola bateu na trave e Ismaila Sarr marcou. O árbitro, no entanto, já havia marcado uma falta de Gueye em Hakimi.
No lance seguinte, com auxílio do VAR, foi marcado um pênalti de El Hadji Malick Diouf sobre Brahim Díaz. A decisão causou revolta na equipe senegalesa e o técnico Pape Thiaw decidiu tirar seu time de campo. O capitão Sadio Mané, lenda do Liverpool, chegou a ficar sozinho no campo questionando a decisão e convenceu seus colegas a retornarem.







