A eliminação da seleção do Gabão da Copa Africana de Nações virou crise de Estado. Em uma manobra proibida pela Fifa, o governo do país anunciou a demissão da comissão técnica, a suspensão da seleção e o banimento da equipe do maior jogador gabonês da história, o atacante Pierre-Emerick Aubameyang, ex-Arsenal, Borussia Dortmund e Barcelona.
Além de Auba, o governo liderado pelo presidente Brice Clotaire Oligui Nguema suspendeu também o zagueiro Bruno Ecuele Manga.
“O governo decidiu pela dissolução do corpo técnico e pela suspensão da seleção nacional até novo aviso dos jogadores Bruno Ecuele Manga e Pierre Emerick-Aubameyang”, diz a nota oficial, corroborada pelo Ministro interino dos Esportes, Simplice Désiré Mamboula.
“É uma parte da identidade nacional que se vê debilitada. A seleção mostra dois problemas importantes que refletem deficiências estruturais persistentes: falta de método e desperdício de recursos”, afirmou o presidente Brice Clotaire Oligui Nguema, pouco antes do anúncio. Aubameyang, de 36 anos, atua no Olympique de Marselha e tem cinco gols na atual temporada do Campeonato Francês.
O Gabão foi eliminado da Copa Africana disputada no Marrocos ao perder para a Costa do Marfim por 3 a 2, depois de abrir 2 a 0. Com isso, a equipe gabonesa ficou na última colocação do Grupo F da Copa Africana de Nações, com três derrotas em três jogos.
A Fifa proíbe a intromissão de governos na gestão de suas seleções afiliadas, o que pode gerar punições ao Gabão. A equipe não está classificada para a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte.





