Brahim Díaz. Nenhum nome foi tão falado no Marrocos nos últimos dias, primeiro entre elogios e neste domingo, 18, em meio a xingamentos e desabafos. O atacante do Real Madrid foi o grande vilão da derrota marroquina por 1 a 0 para o Senegal na final da Copa Africana de Nações, ao perder um pênalti de cavadinha, no último lance do tempo normal.
Díaz chorou de tristeza ao receber o troféu de artilheiro da competição com cinco gols. A transmissão mostrou um misto de vaias e aplausos ao jogador de 26 anos no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, capital marroquina, na noite deste domingo, 18.
O fato de Díaz ser espanhol de nascimento joga ainda mais tempero neste debate. Natural de Málaga, o jogador chegou a defender a Espanha e decidiu aceitar o convite da nação de sua avó em meio a polêmica com o técnico da Fúria, Luís de La Fuente.

Brahim Díaz foi vilão do Marrocos ao chutar fraco nas mãos de Mendy – EFE/EPA/JALAL MORCHIDI
A polêmica naturalização de Brahim Díaz
Brahim Díaz é formado na base do Málaga, mas estreou profissionalmente pelo Manchester City, antes de ser contratado pelo Real Madrid (e emprestado ao Milan e ao Rb Leipzig antes de retornar à capital espanhola).
O meia-atacante do Real Madrid foi convocado por Marrocos pela primeira vez em março de 2024. Na época, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, reclamou de “exigências e obrigações” do jogador para que fosse convocado pela Fúria, que se sagraria campeão da Eurocopa – curiosamente com Lamine Yamal, outro jogador de ascendência marroquina, como herói.







