Claudio Carsughi, lenda do jornalismo esportivo brasileiro, morreu nesta quinta-feira, 10, aos 93 anos. A informação foi divulgada pela filha, Claudia Carsughi. O jornalista estava internado com uma infecção respiratória.

“Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, afirmou Claudia.

Casughi nasceu em Arezzo, na Itália, em 1932, e se mudou para o Brasil em 1946. Com 13 anos, o jornalista passou a acompanhar a seleção brasileira durante a Copa de 1950, como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. Comentarista esportivo e engenheiro, Carsughi se notabilizou na cobertura do automobilismo e do futebol.

No rádio, sua principal área profissional durante os mais de 60 anos de carreira, o jornalista atuou na Rádio Cultura de Poços de Caldas e na Rádio Panamericana, que mais tarde se tornaria a Jovem Pan.

TAUBATÉ, SP – 18.12.2009: AUTOMOBILISMO/FORD/CARSUGHI/SP – O comentarista esportivo Claudio Carsughi durante apresentação à imprensa do novo motor da montadora Ford, em Taubaté, no Vale do Paraíba, (interior de SP), nesta sexta-feira. (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)

No impresso, Carsughi atuou no Jornal da Tarde e na Revista PLACAR, além de colaborar com jornais estrangeiros como o Tuttosport e La Stampa. Entre 1974 e 1990, comandou os testes e avaliações técnicas de veículos da revista Quatro Rodas.

Torcedor da Fiorentina, Carsughi gostava de viajar todos os anos para a Toscana, região da Itália onde nasceu.

No ano passado, Carsughi foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em reconhecimento à sua contribuição ao jornalismo e ao automobilismo brasileiro.

Carsughi no Acervo de PLACAR

Carsughi nas páginas de PLACAR – Acervo PLACAR

Colaborador da Revista PLACAR ao longo dos anos, Carsughi comentou desde a suspensão de Ayrton Senna, após o GP do Japão em 1989, até a transferência de Sócrates para o futebol italiano, em 1984.

“Uma mudança de rota, por parte da FISA e de seu todo-poderoso presidente, Jean-Marie Balestre. Esse o sentido da punição imposta a Ayrton Senna, com seis meses de suspensão e com sursis. E que vem na mesma linha da suspensão por um GP imposta anteriormente a Nigel Mansell. Em ambos os casos, não se julgou o ocorrido em si, mas, sim, toda a carreira dos pilotos. Os acidentes em que se envolveram até aqui e o ‘conceito’ de que gozam no ambiente da Fórmula 1. Acredito que, tivesse sido Piquet e Prost, por exemplo, os pilotos incriminados, em lugar de Mansell e Senna, o julgamento teria sido diferente. Resta, agora, que todos tirem desses lamentáveis episódios os ensinamentos necessários e, sobretudo, que esse conceito legal seja igual para todos. Afinal, não se pode confundir Fórmula 1 com Fórmula 3.”, colaboração de Carsughi na edição nº 1013, publicada em novembro de 1989

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