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Que tal não chorar contra o México?

Não parece desprezível a hipótese de que uma dose cavalar do chamado doping emocional tenha deixado o pessoal meio grogue

Por Sérgio Rodrigues3 min de leitura
As lágrimas do capitão Thiago Silva na hora do hino podem explicar seu rendimento abaixo da média na estreia
As lágrimas do capitão Thiago Silva na hora do hino podem explicar seu rendimento abaixo da média na estreia

Certo, moçada. Agora que passou a estreia, ocasião propícia para nervos em frangalhos, que tal reduzir um pouco a dose de “emoção” contra o México? Ninguém nega que o apoio da torcida é precioso e que aquele hino nacional cantado a capela pelo estádio inteiro, herança da Copa das Confederações, arrepia estátuas. O problema é o exagero. Fica difícil – mesmo porque o ponto de inflexão depende da arquitetura emocional de cada jogador – precisar o momento em que a comoção deixa de ser um estímulo para se tornar um estorvo.

A partida contra a Croácia deixou motivos de preocupação nesse sentido. Para citar apenas o mais evidente: o capitão Thiago Silva, reverenciado com justiça como um dos melhores zagueiros do mundo, foi visto em lágrimas feito uma criança antes do apito inicial e inseguro como um novato depois dele. É possível que o choro não tenha relação alguma com…

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