Que tal não chorar contra o México?
Não parece desprezível a hipótese de que uma dose cavalar do chamado doping emocional tenha deixado o pessoal meio grogue

Certo, moçada. Agora que passou a estreia, ocasião propícia para nervos em frangalhos, que tal reduzir um pouco a dose de “emoção” contra o México? Ninguém nega que o apoio da torcida é precioso e que aquele hino nacional cantado a capela pelo estádio inteiro, herança da Copa das Confederações, arrepia estátuas. O problema é o exagero. Fica difícil – mesmo porque o ponto de inflexão depende da arquitetura emocional de cada jogador – precisar o momento em que a comoção deixa de ser um estímulo para se tornar um estorvo.
A partida contra a Croácia deixou motivos de preocupação nesse sentido. Para citar apenas o mais evidente: o capitão Thiago Silva, reverenciado com justiça como um dos melhores zagueiros do mundo, foi visto em lágrimas feito uma criança antes do apito inicial e inseguro como um novato depois dele. É possível que o choro não tenha relação alguma com…
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