Acervo · Esporte
Protestos ofuscam jogos, chocam Fifa e chegam à seleção
Manifestações pelo país – que têm no custo elevado das obras ligadas à Copa um de seus alvos – preocupam organizadores, mas são apoiadas pelos atletas

“É lógico que, por eu vir de baixo, bate uma vontade. Precisamos dar ouvidos ao manifesto. O Brasil precisa melhorar em muitas coisas. Sentimos e sabemos que é verdade o que eles dizem”, afirmou Hulk, admitindo que desejaria participar dos protestos
Na véspera do segundo jogo da seleção brasileira pela Copa das Confederações, não se falou de futebol nos eventos oficiais da Fifa e da CBF no país. As manifestações populares que se espalharam por várias cidades na segunda-feira deixaram os preparativos para o duelo entre Brasil e México, em Fortaleza, na quarta, em segundo plano. Publicamente, o discurso da Fifa, da CBF, do Comitê Organizador Local (COL) e do Ministério do Esporte é de respeito ao direito de protestar, desde que sem violência. Reservadamente, contudo, os cartolas e autoridades vivem momentos de extrema apreensão – principalmente diante da promessa de uma grande manifestação pelas ruas da capital cearense na…
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