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A seleção brasileira dos secadores, um time dos sonhos

Os craques esquecidos por Scolari formam um esquadrão de respeito. Eles dizem que torcem pelos colegas, claro. Mas dependem da desgraça alheia para ir à Copa das Confederações ou entrar no grupo para o Mundial de 2014

Por Da Redação2 min de leitura
Bons tempos: Kaká, Ronaldinho e Pato brilhando no Milan, em 2008. Hoje, dois são reservas em seus clubes - e o outro, apesar de brilhar em sua equipe, não convence na seleção
Bons tempos: Kaká, Ronaldinho e Pato brilhando no Milan, em 2008. Hoje, dois são reservas em seus clubes - e o outro, apesar de brilhar em sua equipe, não convence na seleção

Eles negarão uma, duas, três, uma dúzia de vezes, se for preciso. Mas não há como ignorar que, em época de convocação para competições importantes, os jogadores esquecidos pelas listas dos treinadores se transformam no que a gíria futebolística definiu como secadores. Normalmente reservado aos torcedores, o papel de desejar ardentemente a desgraça alheia ganha no mundo dos atletas profissionais contornos delicados. Certamente, nenhum atleta quer ver um companheiro de profissão permanentemente afastado dos campos por lesão. Mas torcer por um leve estiramento, uma pequena fratura no dedão ou mesmo uma indolor conjuntivite – qualquer moléstia que tire o colega do torneio e abra uma nova chance de convocação – é algo que, ao menos na visão dos craques, os deuses do futebol perdoam.

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