Oito jogadores formam o seleto grupo de quem foram os goleiros vencedores do prêmio Luva de Ouro em todas as Copas disputadas a partir de 1994. O argentino Emiliano Martínez é o detentor mais recente do troféu, conquistado após a final de 2022 no Catar. Antes chamado de Prêmio Lev Yashin, a honraria foi entregue pela primeira vez ao belga Michel Preud’homme nos Estados Unidos. Em 2010, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) rebatizou oficialmente a categoria para o nome que carrega até a atualidade.
Oliver Kahn e o recorde insuperável de 2002
Apesar da tradição de grandes lendas debaixo das traves, apenas um conseguiu transcender a própria posição de forma irretocável. O alemão Oliver Kahn mantém uma marca estatística única até os dias atuais: em 2002, ele levou para casa a Luva de Ouro e também faturou a Bola de Ouro, prêmio concedido ao melhor jogador absoluto do torneio.
O ídolo do Bayern de Munique sofreu apenas três gols em sete jogos na campanha da Coreia do Sul e do Japão. Apesar de uma falha na decisão contra o Brasil, sua dominância garantindo resultados nas fases eliminatórias assegurou o duplo reconhecimento inédito.

Ronaldo comemora gol sobre Oliver Kahn na final da Copa do Mundo de 2002 no Japão – PLACAR
A lista completa de vencedores ano a ano
O prêmio oficial e exclusivo para arqueiros foi instituído apenas no Mundial dos Estados Unidos. Antes desse marco, um goleiro de destaque era eleito para a “seleção do torneio”, mas não recebia a honraria de forma separada. Abaixo, confira o ranking cronológico de todos os premiados nas últimas oito edições:
1. Michel Preud’homme (1994)
O arqueiro da Bélgica inaugurou a categoria após grandes intervenções, mesmo sendo eliminado nas oitavas de final para a Alemanha.
2. Fabien Barthez (1998)
Jogando diante da sua torcida, o francês foi crucial para o título mundial de seu país, sofrendo apenas dois gols durante todo o campeonato.
3. Oliver Kahn (2002)
A lenda da seleção da Alemanha carregou sua equipe até a final e cravou seu nome como o grande craque daquela edição.
4. Gianluigi Buffon (2006)
O italiano comandou o setor defensivo do tetracampeonato, sofrendo apenas um gol contra e outro de pênalti na caminhada do troféu.
5. Iker Casillas (2010)
O espanhol brilhou na África do Sul com defesas cruciais na decisão, sendo o primeiro a receber o troféu já batizado como “Luva de Ouro”.
6. Manuel Neuer (2014)
O arqueiro alemão redefiniu o estilo de atuar no Brasil, funcionando quase como um zagueiro e garantindo o tetracampeonato de sua equipe nacional.
7. Thibaut Courtois (2018)
Com atuações excepcionais na Rússia, o belga operou milagres que pavimentaram o terceiro lugar inédito para seu país no torneio.
8. Emiliano Martínez (2022)
O goleiro sul-americano virou herói de toda a Argentina ao defender pênaltis decisivos contra a Holanda e contra a França.

Dibu Martínez foi destaque da Argentina em 2022 – Omar Vega / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Dúvidas frequentes sobre a premiação
Como era escolhido o melhor goleiro antes de 1994?
Entre os anos de 1930 e 1990, o prestígio ao goleiro funcionava de maneira indireta. O destaque era chancelado quando ele era incluído na equipe All-Star oficial da competição, formato que sagrou grandes ícones do passado.
Por que o prêmio mudou de nome na última década?
Lançado inicialmente como Prêmio Lev Yashin em reverência ao lendário camisa 1 da seleção soviética, o troféu foi rebatizado no ano de 2010 para se equiparar aos nomes dos prêmios de artilheiro (Chuteira de Ouro) e melhor jogador (Bola de Ouro).
Quem vota no ganhador da Luva de Ouro?
A escolha fica sob a responsabilidade exclusiva da organização técnica do evento. Ele é escolhido pelo Grupo de Estudos Técnicos (TSG) da Fifa, baseando-se em estatísticas de gols, minutos zerados e a influência da liderança defensiva.
A disputa pela honraria na Copa de 2026
A primeira edição a ser sediada em três países simultâneos projeta um nível elevado na concorrência pela defesa menos vazada. Arqueiros experientes disputam jogo a jogo o protagonismo defensivo com a intenção de gravar seus nomes na história estatística da competição mundial.
Os brasileiros Alisson e Ederson travam uma das disputas mais equilibradas por titularidade na meta. O italiano Gianluigi Donnarumma tenta resgatar a escola tradicional após falhas da Itália em classificações recentes, e o próprio Emiliano Martínez aprimora os reflexos para se tornar o único jogador a vencer o prestígio duas vezes de forma consecutiva.
Esse compilado de recordistas ilustra que um paredão seguro é a primeira peça indispensável de um elenco forte. Garantir que a bola não balance a rede é o caminho mais curto para confirmar verdadeiros títulos para suas seleções e alcançar a consagração máxima do esporte.






