A Federação de Futebol da República Democrática do Congo (FECOFA) solicitou formalmente à Fifa o reembolso dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 adquiridos por torcedores congoleses. A medida ocorre após restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos devido a um surto de Ebola no país africano, impedindo a entrada de torcedores.

Por que os torcedores foram impedidos de viajar?

O surto de Ebola, causado pela cepa Bundibugyo, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência sanitária internacional. Em resposta, as autoridades dos Estados Unidos proibiram a entrada de estrangeiros que estiveram na RD Congo nos 21 dias anteriores. Diante disso, o presidente da FECOFA, Véron Mosengo-Omba, acionou a entidade máxima do futebol para evitar prejuízos financeiros aos torcedores.

Como fica a participação da seleção no torneio?

Apesar do bloqueio aos torcedores, a delegação da seleção congolesa tem presença garantida na competição. De acordo com o jornal The Guardian, os atletas foram liberados após a FECOFA e a entidade internacional estabelecerem um rígido protocolo de segurança. Como a maioria dos jogadores atua no futebol europeu, eles não apresentam risco direto de infecção. Os membros da comissão técnica vindos de Kinshasa cumprirão uma quarentena de 21 dias na Europa antes de embarcarem.

Onde será realizada a preparação da equipe?

Devido às exigências sanitárias, a seleção da RD Congo cancelou os treinamentos e o evento de despedida que ocorreriam na capital Kinshasa. A preparação foi transferida para a Europa, com amistosos na Bélgica e na Espanha. A equipe estreia no torneio mundial no dia 17 de junho, contra Portugal, em Houston.