Acervo · Copa do Mundo

‘¿Qué mirás, bobo?’ No Catar, Messi encarna sua versão mais ‘maradoniana’

No triunfo sobre a Holanda, o camisa 10 fez de tudo: balançou as redes, apoiou os colegas, bateu boca com rivais e reclamou até da Fifa

Por Luiz Castro4 min de leitura
Messi e a comemoração do "Topo Giggio" de Riquelme, na cara de Van Gaal - Franck Fife/AFP
Messi e a comemoração do "Topo Giggio" de Riquelme, na cara de Van Gaal - Franck Fife/AFPAFP

DOHA – Houve um tempo, nem tão distante, em que se dizia que Lionel Messi, apesar do inigualável talento, jamais poderia ganhar plenamente o coração dos argentinos por ser, supostamente, muito introspectivo, calado, sem vontade, bonzinho demais… um pecho frío, na expressão portenha. Pela forma genial de jogar, com a bola colada ao pé canhoto, e a camisa 10 às costas, a comparação era inevitável: esperava-se do rapaz nascido em Rosário e criado em Barcelona que tivesse também a rebeldia que transformou Diego Armando Maradona em um Deus para os hermanos. E justamente na primeira Copa do Mundo sem Dieguito, morto em 2020, Messi vem mostrando ao mundo uma nova versão, a melhor delas, a mais “maradoniana”, aos 35 anos.

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