Acervo · Copa do Mundo

Messi: a genial inteligência de quem anda em campo a caminho da glória

Houve o susto do pênalti perdido, mas a Argentina venceu e o camisa 10 segue firme como quem não está nem aí – e sabe que só título mundial lhe cabe

Por Fábio Altman5 min de leitura
Messi: depois do pênalti perdido aos 36 minutos do primeiro tempo, a calma de quem sabe para onde ir -
Messi: depois do pênalti perdido aos 36 minutos do primeiro tempo, a calma de quem sabe para onde ir -Getty Images

DOHA – O que seriam das oitavas de final da Copa do Mundo sem Lionel Messi? Haveria um vazio, um buraco, a tristeza pela ausência do maior jogador do nosso tempo – um craque que a idade moldou, a ponto de fazê-lo ainda mais extraordinário do que no início da carreira. Aos 35 anos, em sua última dança, o camisa 10 argentino é a comprovação de que futebol se joga com a cabeça, com inteligência. É um exercício de escolhas certas, na hora certa. É como xadrez, ensina Pep Guardiola. Assim foi na vitória por 2 a 0 contra a frágil Polônia, com momentos dramáticos, porque o gênio canhoto deve ser lido como O Jogo da Amarelinha de Cortázar, na ordem que bem se desejar, de trás para a frente, de frente para trás, pouco importa. E então, aos 36 minutos do primeiro tempo ele perdeu um pênalti. Em 1994,…

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