O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou suas intenções de que a seleção iraniana participe da Copa do Mundo de 2026. A declaração visa encerrar especulações sobre possíveis boicotes ou alterações na logística do torneio devido à guerra com os Estados Unidos.
“Esperamos que, até lá, claro, a situação seja pacífica, o que certamente ajudaria”, disse Infantino à CNBC na terça-feira, 14. “Mas o Irã precisa vir, naturalmente. Eles representam seu povo. Se classificaram. Os jogadores querem jogar.”
“Eles devem jogar, o esporte deve estar fora da política”, prosseguiu. “Agora, claro, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra, mas se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las intactas, bem, nós estamos fazendo isso.”

Irã tem logístico e jogos da Copa planejados para jogar nos EUA – KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Infantino reforçou que a vaga da equipe foi conquistada em campo durante as Eliminatórias Asiáticas. A entidade manteve o princípio de neutralidade e assegurou que não há planos para substituir a seleção ou alterar o quadro de 48 participantes.
Em meio aos conflitos com os EUA e seu presidente Donald Trump (amigo íntimo de Infantino, que, ironicamente, lhe concedeu um inédito Troféu da Paz da Fifa), o Irã solicitou à Fifa que as partidas fossem transferidas para o México. O pedido, no entanto, foi negado.
A estreia do Irã será contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, seguida por um confronto contra Bélgica, dia 21, ambos em Los Angeles. Em 26 de junho, o time fecha a primeira fase diante do Egito, em Seattle. Caso o Irã avance, o restante de seus jogos também será disputado em solo americano.









