A FIFA anunciou um aumento significativo nas distribuições financeiras totais para a Copa do Mundo de 2026, elevando os pagamentos em dinheiro para US$ 871 milhões. A decisão, divulgada em 28 de abril de 2026, representa um acréscimo de 15% em relação ao valor inicial de US$ 727 milhões anunciado em dezembro. O anúncio ocorreu após uma reunião do Conselho da entidade em Vancouver, no Canadá, antes do 76º Congresso da organização.
O reajuste financeiro responde a preocupações expressas por diversas federações-membro. As delegações apontaram que os elevados custos de viagem, impostos e despesas operacionais gerais poderiam gerar prejuízos financeiros pela participação no torneio. A competição será disputada no Canadá, México e Estados Unidos, entre 11 de junho e 19 de julho de 2026. Segundo o presidente da entidade, Gianni Infantino, a posição financeira atual da organização permitiu o suporte adicional às associações.
Para mitigar os custos logísticos, a FIFA estabeleceu novos valores de auxílio para as 48 seleções classificadas:
- Custos de preparação: A verba destinada subiu de US$ 1,5 milhão para US$ 2,5 milhões por equipe.
- Premiação por classificação: O valor base pago pela vaga no torneio foi elevado de US$ 9 milhões para US$ 10 milhões.
- Contribuições adicionais: O pacote inclui mais de US$ 16 milhões em verbas extras para despesas de delegações e alocação de ingressos.
Contexto do torneio na América do Norte
A edição de 2026 marca a primeira vez que a competição contará com 48 seleções, o que amplia a complexidade logística e os gastos operacionais para as federações. As medidas anunciadas visam garantir que o aumento no número de participantes não comprometa a saúde financeira das associações nacionais durante o período de disputa nos três países-sede.








