A Fifa confirmou durante reunião de seu Conselho, em Vancouver, no Canadá, um incremento substancial no fôlego financeiro para as seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. O valor total destinado às premiações e subsídios foi elevado em 15%, saltando dos 755 milhões de dólares (R$ 3,7 bilhões) inicialmente previstos para 871 milhões dólares (R$ 4,5 bilhões).

O ajuste ocorre em um momento de otimismo financeiro para a entidade, que projeta uma receita recorde de 11 bilhões de dólares (R$ 54,7 milhões) com o ciclo do Mundial sediado por Estados Unidos, México e Canadá.

A decisão de “abrir o cofre” não foi apenas um gesto de generosidade. Diversas federações nacionais, especialmente as europeias, haviam manifestado preocupação com os altos custos de logística na América do Norte. Diferente de edições anteriores, a Copa de 2026 exige grandes deslocamentos aéreos, diferentes regimes tributários nos três países-sede e custos elevados de hospedagem para delegações que agora podem chegar a 50 pessoas.

Trump e Infantino se mostaram 'friends' na organização da Copa 2026 - WILL OLIVER/EFE

Trump e Infantino se mostaram ‘friends’ na organização da Copa 2026 – WILL OLIVER/EFE

Com o novo aporte, a entidade busca neutralizar essas críticas e garantir que nenhuma federação tenha prejuízo financeiro ao participar do torneio.

A mudança mais celebrada pelas federações menores foi o aumento na base da pirâmide. Agora, cada uma das 48 seleções participantes tem garantido um valor mínimo 12,5 milhões (R$ 64 milhões).

O valor da preparação passa de 1,5 milhão de dólares (aproximadamente R$ 7,4 milhões) para 2,5 milhões de dólares (cerca de R$ 12,4 milhões).A compensação pela participação sobe de 9 milhões de dólares (R$ 44,7 milhões) para 10 milhões de dólares (R$ 49,7 milhões), enquanto as contribuições para despesas das delegações e a ampliação da cota de ingressos terão acréscimo superior a 16 milhões de dólares (R$ 79,6 milhões).

O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou em comunicado: “A Fifa tem orgulho de estar em sua posição financeira mais sólida de todos os tempos, o que nos permite ajudar todas as nossas associações-membro de uma maneira sem precedentes. Este é mais um exemplo de como os recursos da Fifa são reinvestidos no futebol”.

A estimativa é que o campeão de 2026 recebe a cifra inédita de 50 milhões de dólares (aproximadamente R$ 258 milhões).