Uma articulação envolvendo o entorno do presidente Donald Trump levou à Fifa a proposta de retirar o Irã da Copa do Mundo e incluir a Itália em seu lugar. A informação foi publicada pelo Financial Times nesta quarta-feira, 22.

A sugestão foi apresentada pelo enviado especial Paolo Zampolli em conversa com o presidente da entidade, Gianni Infantino. Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal, o argumento central foi o peso histórico da seleção italiana, tetracampeã mundial.

Zampolli confirmou que discutiu a possibilidade tanto com Trump quanto com Infantino. “Sou italiano. Seria um sonho ver a Azzurra em um Mundial nos Estados Unidos. Quatro títulos dão respaldo a essa presença”, disse.

O episódio ocorre em meio a um movimento mais amplo de aproximação entre Washington e o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, após tensões recentes motivadas por declarações de Trump sobre o papa Leão XIV.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em evento em Gaza - Yoan Valat/AFP

Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em evento em Gaza – Yoan Valat/AFP

Dentro de campo, a Itália não conseguiu vaga no torneio: foi eliminada na repescagem europeia pela Bósnia e Herzegovina e ficará fora da Copa pela terceira edição consecutiva. Já o Irã garantiu classificação em março de 2025, pelas Eliminatórias Asiáticas.