O duelo entre Acelino “Popó” Freitas, lenda do boxe, e Wanderlei Silva, ícone histórico do MMA, tinha tudo para ser um marco no entretenimento esportivo brasileiro. A Spaten, marca da Ambev, com alto investimento e uma produção impecável, trouxe novamente os holofotes para um show que unia esporte e espetáculo, mostrando que o público se interessa por grandes eventos quando bem estruturados. Mais do que isso, a Spaten acreditou no projeto justamente pelo espírito que as artes marciais pregam: respeito, disciplina e resiliência.

Mas o que deveria ser celebrado como um espetáculo de altíssimo nível acabou ofuscado por cenas lamentáveis. A falta de profissionalismo dos atletas e de suas equipes roubou a atenção e colocou em risco a imagem de um evento que tinha tudo para ser referência.

É fundamental deixar claro que a marca não tem qualquer culpa pelo que ocorreu. Ao contrário, a Spaten cumpriu seu papel com excelência, entregando um show à altura dos grandes palcos internacionais. A frustração fica justamente porque, apesar de toda a confiança e investimento dedicados pela empresa, os protagonistas não corresponderam com a postura esperada. Talvez alguns entendam que a repercussão, pelo tamanho que tomou, possa até ser positiva para a marca. Mas uma marca da grandeza e história da Spaten não precisa estar associada a cenas de violência gratuita para ter visibilidade.

Para o mercado de entretenimento esportivo no Brasil, o recado é duplo. De um lado, ficou evidente que há demanda e paixão por eventos bem organizados e capazes de atrair atenção nacional. De outro, sem disciplina e responsabilidade dos atletas, nenhum investimento, por mais competente e brilhante que seja, consegue sustentar uma imagem positiva a longo prazo.

O show precisa de marcas que acreditem, mas também de protagonistas que respeitem a oportunidade de brilhar. A Spaten, representando a força de uma gigante como a Ambev, mostrou que está disposta a investir e valorizar o espetáculo. Cabe agora aos atletas entenderem que em 2025 profissionalismo é tão importante quanto talento, sobretudo quando o palco é o entretenimento e não apenas o esporte.