Acervo

Setenta anos de praia

“Dar o meu máximo”, “lutar pelos três pontos”? Nada disso. Quero falar de futebol na linguagem do boleiro, sem o discurso professoral chato

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
O craque com
a banda de Bob Marley, em 1980, no Rio de Janeiro; e algumas de suas capas em PLACAR: o hábito de sempre enxergar o que os outros não veem
O craque com a banda de Bob Marley, em 1980, no Rio de Janeiro; e algumas de suas capas em PLACAR: o hábito de sempre enxergar o que os outros não veem

Minhas estreias sempre foram marcantes. Em todas, aquele friozinho na barriga e o desejo de entrar logo em campo. Em 1967, pelo Botafogo, a primeira vez no Maracanã, marquei os três gols da vitória contra o América, na final da Taça Guanabara. Aquele momento ainda está congelado em minha memória. Cinco anos depois, estreava pelo Flamengo, também no Maraca, no Torneio de Verão, enfrentando o Santos de Pelé e o Benfica de Eusébio. O Fla tinha Renato, Moreira, Chiquinho, meu irmão Fred, Reyes, Rogério, Fio, Caio Cambalhota e Arílson. Fomos campeões! Em 1974, eu me mandei para o Olympique de Marselha e fiz o gol da vitória contra o Strasbourg. Não falava a língua, não conhecia ninguém e fomos vice-campeões. Aí, em 1976, o Horta me trouxe para integrar a Máquina Tricolor. A estreia foi no maior do mundo, contra o poderoso Bayern de Munique, base da seleção alemã, e…

Do acervo

Continue lendo com uma conta gratuita

  • Leva menos de um minuto, sem cartão
  • Acesso às matérias do Acervo Digital
  • Você continua exatamente deste parágrafo

Já tem conta ou é assinante do Clube Placar? Entrar, vale a mesma conta.