Num domingo de Carnaval e clássico de futebol na Cidade, era de se esperar um esvaziamento do Qualifying do Rio Open. Só que não. O público se dividiu entre quadra central e quadra 1 para dar o seu apoio aos brasileiros. Thiago Monteiro e Igor Marcondes, triunfaram, e pela primeira vez no torneio, teremos seis brasileiros na chave principal, recorde de participação.
São demonstrações inequívocas de como o tênis tem crescido no Brasil não só em quantidade de atletas profissionais e amadores, como no gosto popular. Fenômeno impulsionado nos últimos anos por grandes estrelas, como o Big 3, e mais recentemente nomes como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e o nosso João Fonseca.

Ter um torneio ATP 500 aqui, contribui ainda mais para o avanço e visibilidade do esporte. Está aí a relevância do Rio Open, que, sobretudo, como já foi citado na coluna, atua em diversos projetos sociais inclusivos, investindo no futuro do tênis e a cada edição provoca o interesse de inúmeros novos praticantes.
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Para nós, aqui da coluna, que estamos presentes desde as primeiras edições, é visível a adaptação do público as regras do esporte no que lhe dizem respeito. Nos primeiros anos, muitos não entendiam porque tinham que aguardar “o placar ficar ímpar” para tomarem (e rapidamente) seus lugares. Não sabiam que não se pode andar na hora da partida, que é preciso deixar o celular no silencioso e muito menos compreendiam o porquê do silêncio quase que solene na hora do saque. Ao longo dos anos, isso mudou, o público aprendeu e cresceu, literalmente, junto com o evento.
Claro que, quando tem tenista nosso em quadra, é quase impossível controlar a torcida fervorosa, já que a animação faz parte do DNA brasileiro.
A partir de hoje começa a chave principal e vamos ver até onde irão nossos guerreiros e a festa da torcida, que esperamos que dure até o próximo domingo.
Entre os brasileiros, o favorito é o João Fonseca, que o mundo inteiro já conhece e é nosso tenista melhor ranqueado no circuito ATP. Em sua estreia, porém, enfrenta Thiago Monteiro, que está em sua décima participação no torneio. Isso resulta na certeza de que, na primeira rodada teremos a dura tarefa de dar adeus a um dos nossos.
A grande surpresa na competição é o Guto Miguel, um garoto de 16 anos, terceiro do mundo no ranking juvenil da ITF (Federação Internacional de Tênis), que vem de uma excelente atuação no Australian Open Junior, chegando até as quartas. Por essa razão, merecidamente, recebeu convite para a chave principal, graças a desistência da estrela Gael Monfils. Oxalá seja o Guto a brilhar!
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Igor Marcondes, que recebeu convite tardio para o Quali, agarrou a oportunidade, vencendo com personalidade os dois jogos, em sua primeira vez no Rio Open, vai enfrentar hoje o peruano Ignacio Buse.
Gustavo Heide, que entrou direto para o lugar de Thiago Wild que se lesionou, estreia hoje, em partida na quadra principal, contra o tcheco Vit Kopriva.
Encerrando os jogos de hoje, o João Lucas Reis, com Wild card, pela primeira vez, para a chave principal, contra o alemão Yannick Hanfmann.
Para não dizer que não falamos das duplas, abrindo a programação de hoje na quadra principal, em dupla, simplesmente João Fonseca, nosso tenista número 1 do Brasil e Marcelo Melo, primeiro brasileiro número 1 em duplas.
Hoje só falamos nos nossos, que terão pela frente fortes e comprometidos competidores. Desejamos sucesso! Independente de ranking e origem, todos trilharam um caminho, estão sendo exemplos para novos talentos e nos proporcionando grandes emoções.
Análises, curiosidades e bastidores do mundo do tênis. Por Alex Braga, apaixonado pelo esporte que acompanha há 20 anos a modalidade com a colaboração de Creusa Pedrotti





