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Na Fórmula 1 (como no futebol) já fomos bailarinos, hoje somos robôs

O avanço tecnológico conseguiu reduzir drasticamente o encanto das competições, sejam elas no asfalto ou nos gramados

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
A McLaren de Emerson Fittipaldi, no circuito de Zandvoort, na Holanda, em 1974
A McLaren de Emerson Fittipaldi, no circuito de Zandvoort, na Holanda, em 1974Getty Images

O botafoguense Fábio Damasceno e sua mulher Roberta Agnese conversavam sobre Fórmula 1 e como o avanço tecnológico conseguiu reduzir drasticamente o encanto das competições. Fico pensando como será daqui a 20 anos, pois do jeito que a coisa anda não precisarão mais de pilotos. Qual será o apelo emocional de uma premiação para máquinas? É bem parecido com o que está acontecendo com o futebol. Formam super-homens e se esquecem de que essa modalidade é uma arte. No automobilismo da década de 1970 e 80 os pilotos tinham que levar o carro no muque! A emoção era em dobro e não chamem isso de saudosismo.

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