Meus improváveis 71 anos: lúcido, saudável e ainda com fome de bola
Faço aniversário no mesmo dia que o Maracanã, o local onde fui mais feliz, como torcedor e jogador

O improvável aconteceu. Amanhã, terça-feira, 16 de junho de 2020, chego aos 71 anos de idade, lúcido, saudável e com uma vontade incontrolável de calçar minhas chuteiras e retornar aos gramados. De preferência ao Maracanã, que também aniversaria amanhã. Mas digo no velho Maraca, no contagiante, arrepiante e eletrizante Maraca, o dos bandeirões, das charangas e da Geral transbordando de torcedores fantasiados. Minha estreia como torcedor não poderia ter sido melhor, final do estadual de 62, Botafogo 3 a 0 no Flamengo, que jogava pelo empate. Fogão bicampeão, com show de Garrincha. Meu pai adotivo, Marinho, era o treinador do Botafogo e eu estava no Setor 4, com meu irmão Fred.
Como poderia imaginar que cinco anos depois, em 67, aos 17 anos, eu estaria no mesmo estádio marcando três gols contra o América e ajudando o Botafogo a conquistar mais um título, na minha estreia como profissional, no Maracanã.…
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