Toda quinta-feira, um tesouro dos arquivos de nossas cinco décadas de história
Capa da PLACAR de janeiro de 2006, a primeira de Messi PLACAR/Reprodução
Lionel Messi. O nome obrigatório em qualquer lista dos maiores jogadores de todos os tempos estampou pela primeira vez uma capa de PLACAR há exatos 20 anos, ao lado do mentor e ‘muy amigo’ Ronaldinho Gaúcho. Então com 18 anos, o prodígio do Barcelona se preparava para disputar sua primeira Copa do Mundo.
Meses antes do Mundial da Alemanha, em janeiro de 2006, o camisa 10 do Barça assistia ao desabrochar de seu pupilo. “Muy amigo… você não conhece esse rapaz ao lado? Pois ele é Messi. O argentino que não desgruda de Ronaldinho no Barcelona quer roubar o título de melhor do mundo e promete aprontar contra o Brasil na Copa”, era a chamada principal.
A reportagem “Irmão contra hermano”, assinada por Arnaldo Ribeiro e pelo jornalista argentino Elias Perugino falava da amizade entre os craques e especulava sobre um possível encontro no Mundial – um duelo que só ocorreria dois anos depois, na Olimpíada de Pequim-2008, com vitória argentina. Na reportagem de 2006, Messi já era tratado como um possível herdeiro do gaúcho na Catalunha. Um box detalhava a “amizade à primeira vista” entre eles.
A primeira citação em uma página interna da revista veio um ano antes. Na edição de agosto de 2005, cuja capa trazia o atacante Amoroso, do São Paulo, sonhando em conquistar o título mundial no Japão, Messi foi destaque de meia página após brilhar na conquista do Mundial sub-20 pela seleção argentina.
Messi apareceu pela primeira vez em edição de agosto de 2005
“Antes do último Mundial Sub-20, o Barcelona pensava em emprestar o jovem Lionel Messi para algum clube onde o garoto pudesse jogar mais e amadurecer. No meio do torneio, com as ótimas atuações do atleta e o interesse da Internazionale despertado, dirigentes do Barça voaram para a Holanda só para renovar o contrato de Messi até 2010 – e, claro, inserir uma gorda cláusula de rescisão, de 150 milhões de euros”, diz o trecho inicial.
A matéria de 2005 já apostava em Messi como provável presença na Copa da Alemanha no ano seguinte – foi tratado como uma “benção”, pelo então técnico da Argentina, José Pekerman – e comparado a Diego Armando Maradona, que acabou ficando de fora da Copa de 1978, com a mesma idade. Messi acabaria, de fato, convocado, e chegou a marcar um gol contra Sérvia e Montenegro, mas não saiu do banco de reservas na eliminação para a Alemanha, nas quartas de final (o que gera críticas a Pekerman até hoje).
Ídolo americano Donovan retoma autoestima ao vencer a calvície
Matéria de 2006 falava da amizade e possível duelo entre Ronaldinho e Messi Reprodução/Placar
O primeiro grande destaque, no entanto, veio mesmo na edição de janeiro de 2006, que narrava a relação de amizade de Messi com Ronaldinho e os outros brasileiros do elenco culé.
“Messi não acreditou no que via: Ronaldinho estava a seu lado, escoltado por um empregado do Barça. Ali mesmo, no estacionamento do clube, surpreendendo a um garoto que não entendia como uma estrela internacional de seu porte poderia querer cumprimentar a um jovem atleta que nem sequer havia participado de um treino com os profissionais. Mas Ronaldinho estava curioso. Desde sua chegada à Catalunha, ele escutava maravilhas de um argentino das divisões de base. (…) Ronaldinho ria, porque antes de se aproximar, havia gritado para Messi, de trás:”O que faz aí, bichona?”, diz o início do texto.
A reportagem narra os gestos de Ronaldinho que aproximaram Messi, a quem chamou de “irmão mais novo”, do grupo de brasileiros, formado também por Deco, Thiago Motta e Sylvinho. “Jorge, pai de Lionel Messi, diz que Ronaldinho tem sido muito generoso com seu filho. ‘Os catalães o tratam bem, mas com com os brasileiros tem uma relação especial. Sylvinho se comporta com um pai. Deco é fora-de-série, leva meu filho para cortar o cabelo em uma barbearia onde vão os brasileiros, e o acompanha até para comprar roupas’”.
Aos 38 anos, o astro do Inter Miami se prepara para disputar sua sexa Copa do Mundo, na América do Norte. O blog #TBT PLACAR, que todas as quintas-feiras recupera um tesouro de nosso arquivo, reproduz na íntegra o texto de 2006:
Irmão contra hermano
É roteiro para tragédia grega: dois irmãos que se amam, mas que, separados pelo destino, se vêem em lados opostos e em lados opostos e em um duelo final. E fatal para um deles. Ronaldinho e Messi não se desgrudam no Barcelona, dentro e fora do campo. O primeiro é só o melhor jogador do mundo. O segundo, baixinho e canhoto, é tratado na Argentina como o maior talento depois de Maradona – reverenciando inclusive pelo próprio Diego. Na copa da Alemanha, eles vão estar separados por uma rivalidade histórica. E os fanáticos torcedores dos dois países sonham com um final em que seu herói mate o do outro.
Arnaldo Ribeiro e Elias Perugino*
“É incrível, mas parece que não caiu a ficha dele ainda!”. A frase de Wágner Ribeiro sobre Ronaldinho Gaúcho reflete bem quem é o melhor jogador do mundo da atualidade. Ribeiro, empresário de Robinho, vive mais em Madri (perto do pupilo, de Ronaldo, Roberto Carlos e os demais galácticos) do que no Brasil e foi o “faz-tudo” de Kaká por um bom tempo. Ou seja: conhece como poucos as grandes estrelas da Seleção de Parreira. Segundo ele, Ronaldinho Gaúcho é disparado o mais simples desses craques. “Ele continua o mesmo. Nem parece se dar conta da importância que tem, de que é o melhor do mundo.”
Para corroborar com a tese de Ribeiro, Ronaldinho Gaúcho disse em recente entrevista à revista inglesa Four Four Two que não se considera “nem o melhor jogador do Barcelona, quanto mais do mundo”. Aconselha os jornalistas a prestarem atenção justamente no seu colega de time, o argentino Messi (“Ele pode ser o grande jogador da Copa da Alemanha”).
Ronaldinho Gaúcho é assim; e é melhor que continue assim. Às vésperas da Copa de 2002, por suas atuações nos amistosos de preparação, passou a ser considerado a grande esperança da desacreditada Seleção de Luiz Felipe Scolari (Ronaldo Fenômeno ainda se recuperava de contusão e era uma incógnita). Pois Ronaldinho sentiu o assédio, a responsabilidade, a pressão. Se encolheu. Não jogou bem as partidas da primeira fase.
Felipão então passou a preservá-lo. Aos mais próximos, disse que Ronaldinho daria a resposta como coadjuvante e não como protagonista. E assim foi. Na esteira de Ronaldo e Rivaldo, ele fez a sua parte. Foi fundamental em pelo menos um jogo (a vitória contra a Inglaterra, quando deu passe para um gol, fez o segundo e, de quebra, foi expulso de campo).
Lionel Messi e Ronaldinho Gaúcho comemoram vitória do Barcelona sobre o Villarreal em 2005 – Getty Images
Quatro anos depois, muito mais famoso, muito mais completo, bicampeão do melhor do mundo da Fifa, é melhor que ele continue dizendo que é apenas mais um. Mas vai falar isso para os outros…
“O Ronaldinho Gaúcho é atualmente o melhor camisa 10, o de maior destaque, de maior qualidade. Ele foi premiado merecidamente por tudo que tem feito pela camisa 10”, afirma Diego, do Porto, um teórico concorrente. “De todos os jogadores que eu vi jogar, o Ronaldinho Gaúcho talvez seja o melhor.” Para Kaká, do Milan, que não tem a mesma notoriedade do colega, “Ronaldinho merece” todo esse reconhecimento. “Ele é um craque, não só dentro como fora de campo. Para mim, é um prazer vê-lo atuar pelo Barcelona e poder jogar ao lado dele na Seleção Brasileira”.
Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção, endossa as palavras de Diego. “Ronaldinho é o melhor jogador em termos dessa função do 10. É o criativo, o habilidoso que encanta as platéias, é o que faz as jogadas diferentes. É o que faz aquilo de uma maneira inesperada.”
“O Ronaldinho é o melhor camisa 10 do futebol mundial atualmente”, afirma Zagallo, coordenador-técnico da Seleção. “A tendência dele é amadurecer, crescer e produzir mais. É importante que ele tenha a liberdade de jogar solto em campo, para usar o seu talento e criar as jogadas que acabam resultando em gols.”
E é assim que Ronaldinho vai jogar pela Seleção. Livre para ousar, mais pela esquerda (onde sente-se à vontade), sem obrigação de marcar ” Kaká (o outro titular absoluto do time, segundo Parreira) vai fazer “o trabalho sujo”, se sacrificando pelo time ” e sem a obrigação de ser “a estrela”. Ronaldo, o Fenômeno, é quem vai dar a cara para bater. Pelo menos em tese, o número 1 do mundo estará “blindado”.
Mano Messi
Do outro lado da fronteira, a aparição de Lionel Messi é a injeção de frescor que a Argentina precisava para fazer frente ao Brasil, o favorito ao título na Alemanha. Formado nos campos de Rosario e encaminhado às concorridas categorias de base do Barcelona, o protegido de Ronaldinho (veja texto na página 40) começou o ano de 2005 como estrela da conquista do Mundial Sub-20 para a Argentina. Prosseguiu com sua esperada estréia na Seleção principal e encerrou o semestre como titular do Barcelona campeão espanhol, uma escalada meteórica com apenas 18 anos. “Messi é uma bênção para o futebol argentino”, costuma dizer o técnico da Argentina, José Pekerman. Ele defende, porém, que se acompanhe a evolução dessa pequena jóia com a maior cautela possível. “Lionel pode significar um aporte incalculável para a Argentina, mas seria um erro depositar toda a responsabilidade sobre suas costas. Ele precisa passar pelas etapas por que passam todos os jogadores”, diz o treinador, diante da pressão da opinião pública argentina, que vê em Messi a reencarnação de Maradona.
O próprio Maradona não duvida da enorme capacidade do jovem astro. “O que mais me surpreende em Messi é que ele não tem problema para controlar a bola. Vai conduzindo e só se preocupa com a velocidade. Ele sente a bola, e isso é muito diferente do resto. É diferente de Aimar ou Riquelme, que são fenômenos de outro nível. Este garoto tem algo mais”, diz Diego. “E deve estar na Copa da Alemanha “sim ou sim”. Ele ganhou sozinho o Mundial Sub-20, levou o time nas costas. E, no Barcelona, joga com uma desenvoltura impressionante. Não lhe tremem as perninhas quando tabela com Eto”o ou Ronaldinho. Vejo nele muitas coisas minhas, mas isso não significa que deva ser melhor ou pior que Maradona. Lionel vai ser Messi por si só, com todas as letras.”
Seis meses atrás, quando Messi ainda batalhava um lugar no time profissional do Barcelona, na Argentina se abriu um profundo debate sobre seu futuro na Seleção. Muitos lembraram da amarga experiência na ante-sala do Mundial de 1978, quando o técnico Céar Luis Menotti deixou de fora um garoto chamado Diego Armando Maradona. E reclamaram aos quatro ventos para que nunca mais se repetisse esse grave erro histórico.
Em meio às apaixonadas opiniões, destacou-se a do presidente da Federação Argentina, Julio Grondona, em uma conversa a sós com Pekerman, onde teria dito:
“Você arma a lista de 22 jogadores para o Mundial, que o 23º ponho eu.” Se é mito ou realidade, poucos sabem. Mas, naquele momento, o hipotético número 23 era para Messi.
Hoje, a realidade mostra que Lionel está em uma situação mais tranqüila quando o assunto é Copa. Seu excepcional segundo semestre de 2005 lhe garantiu o visto para a Alemanha. A discussão agora é se ele deve ser titular.
Depois do vexame argentino em 2002, Pekerman sabe que, na próxima Copa, os argentinos não tolerarão um resultado que não seja o título. E seus ouvidos já têm escutado o veredito popular, sedento por ver uma equipe que inclua quatro craques do meio para a frente: Riquelme, Messi, Tevez e Crespo. Um quarteto invejável, mas ousado demais para o esquema de Pekerman: o talento organizacional de Riquelme, a explosão de Carlitos, o poder de fogo de Crespo e a magia da jovem jóia do Barça. É um sonho dos argentinos ver esse “quadrado mágico” em ação. Uma ilusão que não existia 12 meses atrás, quando quase ninguém sabia da existência de um tal de Messi.
Cinco pontos em comum
Ronaldinho
1. Por causa de problemas de crescimento ” era muito franzino e comia pouco “, não lhe deram futuro no futebol. Teve que fazer um tratamento especial para ficar mais forte.
2. Estreou na Seleção Brasileira principal no Paraguai, em 30 de junho de 1999, pela Copa América, na goleada por 7 x 0 contra a Venezuela. Entrou aos 25 minutos do segundo tempo.
3. Como bom gaúcho, adora o chimarrão, com erva que sua mãe envia de Porto Alegre.
4. Desde o golaço que fez contra a Venezuela, pela Copa América, começaram a compará-lo a Pelé.
5. João, seu pai, foi seu treinador pessoal antes de Ronaldinho entrar no Grêmio.
Messi
1. Por conta de dificuldades de crescimento ” era fraco e muito baixo “, não lhe deram futuro. Teve que fazer um tratamento especial no Barcelona para ganhar peso e altura.
2. Estreou na Seleção Argentina principal no Paraguai, na derrota por 0 x 1 para os donos da casa, em 3 de setembro de 2005. Entrou aos 25 minutos do segundo tempo.
3. Como bom argentino, adora tomar mate, com erva que traz da Argentina.
4. Desde o golaço que fez contra a Venezuela, no Sul-Americano Sub-20, começaram a compará-lo a Maradona.
5. Jorge, seu pai, foi seu primeiro treinador no clube Grandoli, onde começou a jogar.
Amigos à primeira vista
Por influência de Ronaldinho, argentino hoje só anda com os brasucas
Messi não acreditou no que via: Ronaldinho estava ao seu lado, escoltado por um empregado do Barça. Ali mesmo, no estacionamento do clube, surpreendendo a um garoto que não entendia como uma estrela internacional de seu porte poderia querer cumprimentar um jovem atleta que nem sequer havia participado de um treino com os profissionais. Mas Ronaldinho estava curioso. Desde sua chegada à Catalunha, ele escutava maravilhas de um argentino das divisões de base: “Faz gols fantásticos”, “tem uma habilidade incrível”, “passa pelos adversários como se estivessem parados”. Ronaldinho ria, porque antes de se aproximar, havia gritado para Messi, de trás: “O que faz aí, bichona?”.
As coisas se aceleraram para Messi a partir daquele encontro. Enquanto Ronaldinho arrancava ovações no Camp Nou, Messi também brilhava nos juniores, sempre supervisionado por Carlos Rexach ” o treinador que decidiu contratá-lo quando ainda media 1,40 m de altura e o Newell”s Old Boys, da Argentina, não lhe pagava o tratamento de 900 dólares mensais para superar os problemas de crescimentos. “Messi se descobriu sozinho”, diz Rexach, recusando o rótulo de descobridor.
“Qualquer pessoa que entende de futebol teria constatado que se trata de um talento especial. No começo, pedíamos para que ele não driblasse tanto, que pensasse mais em função da equipe. Mas logo nos demos conta de que, em sua essência, Messi é como Ronaldinho. Ambos têm o dom de fazer coisas espetaculares com a bola e é uma bobagem pedir-lhes que não o façam”, diz.
Edmílson e Messi, em 2006, pelo Barcelona – EFE/Andreu Dalmau
O segundo encontro entre os dois aconteceu no vestiário do Barcelona, quando Messi e um grupinho de juvenis iriam treinar com os profissionais. Vestiário enorme, com duas regiões bem demarcadas. Uma, mais ampla, para as superestrelas. Outra, menor, para os juvenis. Outra vez, como no estacionamento, lá vem Ronaldinho: “O que faz aí, bichona? Venha, venha aqui conversar conosco”.
Desde então, Ronaldinho “adotou” Messi. “É meu irmão menor”, diz. Desde então, compartilharam diferenças e coincidências. “Como eu era muito franzino, no Brasil diziam que eu não ia vencer no futebol. Mas graças a isso, eu não perdi agilidade. E depois fiquei forte naturalmente. Cresci 10 centímetros entre os 20 e os 21 anos”, contou-lhe o Gaúcho. “Me diziam o mesmo”, afirmou Messi. “Mas ninguém queria bancar o tratamento, até que apareceu o Barcelona. Em 30 meses, cresci 29 centímetros”, respondeu o jogador argentino.
E a amizade entre os dois craques cresceu, regada principalmente por vários gestos de Ronaldinho. Exemplos? O Gaúcho o “enxertou” no grupo de brasileiros ” Sylvinho, Belletti, Thiago Motta, Edmilson e Deco “, com voz e voto para as brincadeiras. No dia 24 de outubro, quando Messi estreou oficialmente no Camp Nou substituindo justamente a Ronaldinho, o brasileiro o abraçou longamente e lhe disse algumas palavras ao pé do ouvido. E durante um amistoso, teve um gesto surpreendente: tirou a correntinha de ouro e rubis, com um enorme “R”, e pediu a Messi que cuidasse dela. “Ele é louco por essa corrente e não deixa ninguém tocar, nem a mãe”, disse Assis, irmão do brasileiro.
Jorge, pai de Lionel Messi, diz que Ronaldinho tem sido muito generoso com seu filho. “Os catalães também o tratam bem, mas com os brasileiros têm uma relação especial. Sylvinho se comporta como um pai. E Deco é fora-de-série. Leva meu filho para cortar o cabelo em uma barbearia onde vão os brasileiros, e o acompanha até para comprar roupas”.
Messi conta que não se atreve a competir com Ronaldinho em malabarismos com a bola. “Não há ninguém como ele. Não lhe pude copiar nenhuma fantasia”, afirma. “Nós fizemos um desafio no fut-tenis (similar ao futevôlei romariano), mas nunca conseguimos terminar. Sempre apareciam outros colegas para armar um “dois contra dois”, e adeus “um-contra-um”. Nos castigamos mais no Playstation…”
Lionel Messi, ainda jovem, pelo Barcelona – EFE/Alberto Estévez
A julgar pelos contratos que assinaram em setembro, Ronaldinho e Messi devem andar ainda um bom tempo juntos. O brasileiro acertou sua permanência no Barcelona até 2010, com opção de prorrogação até 2014, por 126 milhões de euros e uma cláusula de rescisão de 180 milhões. Messi fechou até 2014, com uma multa de 150 milhões de euros.
Quando a revista El Grafico juntou a dupla para uma sessão de fotos, pôde-se perceber a admiração mútua: “Messi é um jogador brilhante. Dia-a-dia me surpreende sua capacidade e seu crescimento”, diz Ronaldinho. “Eu me sinto um privilegiado por jogar a seu lado e de tantos fenômenos. Trato de aprender o máximo que posso”, afirma Messi.