Fernando Diniz está de volta ao Corinthians, agora como técnico, 29 anos depois de atuar como atacante na conquista do Paulistão de 1997. Como o próprio treinador revelou em sua apresentação, ele chegou a recusar propostas do Timão no passado. Uma delas foi em 2016, quando se destacou no Audax. Diniz contou essa história no programa PLACAR Ao Vivo, apresentado pelo saudoso Rodrigo Rodrigues, em 2017.

Na ocasião, então com 43 anos. Diniz traçou seus próximos objetivos, confirmou que negou propostas de grandes clubes do país.

Questionado por um internauta, Diniz admitiu ter recebido uma proposta do Corinthians em 2016, quando tinha contrato com o Audax. “Não é que eu não quis aceitar, é que eu tinha me comprometido. Mas o Corinthians é um gigante, um dos maiores do mundo.” Ele ainda garantiu estar preparado para trabalhar em um clube de ponta. “Quanto mais jogador bom eu tiver, mais fácil vai fluir o trabalho.”

Fernando Diniz contou que as “propostas rarearam” em 2017 depois de um Campeonato Paulista não tão bom quanto o anterior, em que o Audax foi vice-campeão diante do Santos. Mas admitiu ter recusado propostas tentadoras, pois no segundo semestre do ano passado já havia se comprometido com o Oeste de Itápolis (clube que fez um convênio com o Audax e terminou em 16º da Série B do Brasileirão).

“Ano passado tive três possibilidades de assumir time da série A. Não aceitei, mas não me arrependo, porque tinha dado a palavra ao Oeste e estava comprometido. E acho que isso também é algo que os dirigentes deveriam valorizar. Trabalho há quase dez anos como técnico e nunca sai de um clube, crio vínculos humanos fortes. Não que eu nunca vá sair, mas até hoje nunca achei que era o melhor caminho.”

Fernando Diniz durante a passagem pelo Corintians, em 1997 - Edurdo Monteiro/PLACAR

Fernando Diniz durante a passagem pelo Corintians, em 1997 – Edurdo Monteiro/PLACAR

Diniz demonstrou certo arrependimento em relação à forma como atuou como jogador profissional. “Por incrível que pareça, acho que os meus pontos mais fortes não foram explorados na minha carreira inteira de atleta. Sempre joguei de atacante ou meia-atacante, mas pelo meu perfil eu deveria ter jogado mais para trás, talvez até de primeiro volante. Emocionalmente eu nunca fui um atacante. Por exemplo, eu tinha mais habilidade e técnica que o Henrique Dourado, do Fluminense (artilheiro do Brasileirão 2017), mas ele é um grande atacante e eu nunca fui. Eu driblava bem, protegia a bola, ajudava a marcação, tinha boa leitura tática, mas fazia pouco gol, eu não era de definir as jogadas. Fui alimentando aquele sonho infantil de ser o camisa 10, o craque do time, mas faltou um treinador perceber que eu não deveria jogar ali.”

Diniz estreia nesta quinta-feira, 9, pelo Corinthians, diante do Platense, na Argentina, pela estreia da Copa Libertadores, a partir das 21h (de Brasília).