O ex-goleiro paraguaio José Luís Chilavert deu chocantes declarações envolvendo a denúncia de racismo feita por Vinicius Jr, do Real Madrid, contra Gianluca Prestianni, do Benfica. Além de “prestar solidariedade” ao argentino e ofender o brasileiro, Chilavert ainda fez ataques transfóbicos envolvendo Kylian Mbappé.

“Eu me solidarizo com Prestianni, porque o Vinicius é o primeiro a insultar. Se olharmos para as imagens, antes disso, ele diz ‘cagão’, está sempre repetindo. O Mbappé se solidarizou com o Vinicius. O que é que ele pode dizer? Ele fala de valores e de tudo isso, mas vive com um travesti. Isso não é normal. Cada um pode fazer com a sua vida aquilo que quiser, mas não é normal que um homem viva com um travesti. Para isso existem as mulheres. O melhor que um homem pode ter ao seu lado é uma mulher”, afirmou Chilavert à Radio Rivadavia, da Argentina.

“>”Eles têm de proteger o rapaz, vão sancionar o Prestianni por quê? Se o Prestianni é sancionado, isso dá origem ao fato de que a comunidade gay, lésbica e companhia são o exemplo a seguir, e não! O futebol é um retângulo onde jogam homens que costumavam dizer tudo uns aos outros. Desde que colocaram microfones e mais câmaras, o futebol está afeminado”, completou Chilavert.

Curiosamente, o próprio goleiro paraguaio acusou jornalistas argentinos de racismo, em entrevista à PLACAR em 1997, quando atuava pelo Velez Sarsfield. Em 2002, quando atuava pelo Strasbourg, da França, o arqueiro também acusou um dirigente do clube de injúrias racistas por sua origem indígena.

Questionado pelo repórter de PLACAR, Amauri Segalla, sobre por que não dava entrevistas na Argentina, Chilavert cravou: “Os jornalistas argentinos são todos uns provocadores. Alguns são racistas. Prefiro ficar calado. Não preciso deles, mas eles precisam de mim. Às vezes os caras provocam tanto que o único jeito é ter uma reação mais forte. Se dou porrada num jornalista, tomo antes o cuidado de ver se ninguém está fotografando. Quando me insultam, dou um sopapo e a coisa fica certa”, afirmou o goleiro-artilheiro do Vélez, em 1997.

Ao longo de sua carreira, Chilavert colecionou confusões, inclusive com brasileiros. Em 2001, o goleiro cuspiu no rosto de Roberto Carlos enquanto o lateral dava entrevistas depois de um triunfo do Brasil em Porto Alegre. Multado e suspenso por quatro jogos, Chilavert disse ter sido ofendido racialmente pelo brasileiro.