Acervo · Copa do Mundo

Bate-volta – dia 21: o que nos faz torcer pelos mais fracos

Cronista vai a 1970 ver estreia de Marrocos em Copas e dá ‘spoilers’ sobre trajetória do país africano até semifinal de hoje com a França, no Catar

Por Claudio Henrique @comentaristadofuturo6 min de leitura
O meia alemão Hannes Loehr diante do marroquino Abdallah Lamrani na Copa de 1970
O meia alemão Hannes Loehr diante do marroquino Abdallah Lamrani na Copa de 1970

O namorado da minha filha tem nome de craque, Edu, acompanha com fervor e ama futebol, mas não tem nenhum, digamos, ‘time do coração’. E justifica assim: “Torço pelo melhor, pela equipe que está jogando bonito e ganhando!” Lembrei dele ontem, enquanto assistia ao emocionante (talvez ‘comovente’) jogo em que, pela rodada de abertura da Copa do Mundo aqui no México, a poderosa Alemanha Ocidental derrotou (2 x 1) Marrocos, primeira seleção africana a disputar um Mundial desde 1934. Em geral – acredito que vocês, queridos leitores e queridas leitoras de 1970, hão de concordar – temos todos uma irresistível tendência a torcer pelo mais ‘fraco’, seja qual for a disputa de força, numa guerra que acompanhamos na TV ou em partidas de Futebol. Não sou especialista no assunto, mas deve ser algum tipo de condicionamento social e psicológico que adotamos pelo volume de mitos e relatos sobre ‘Davids’ que…

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