A Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá, já é histórica por adotar o formato inédito com 48 seleções. No entanto, o gigantismo do torneio também refletirá em um marco fora das quatro linhas. O próximo Mundial registrará um recorde no mercado esportivo: 12 fornecedoras diferentes de uniformes vestindo as equipes participantes, o maior número já visto em todas as edições da competição.

Apesar da entrada de novas empresas e da maior pluralidade do mercado, as marcas tradicionais seguem liderando os contratos com grande folga. A alemã Adidas encabeça a lista e será a responsável por vestir 15 seleções, abrigando campeãs mundiais como Alemanha, Argentina e Espanha.

Lamine Yamal com a camisa titular da Espanha – Adidas/Divulgação

Logo na sequência, a norte-americana Nike ocupa a segunda posição do ranking com 12 equipes. Além da seleção brasileira, a marca veste os anfitriões Estados Unidos e Canadá, além de potências europeias como França, Inglaterra e Holanda.

Fechando o pódio das gigantes, a Puma aparece fornecendo para 11 nações, destacando-se por sua forte influência em mercados da África e da Europa ao vestir times como Senegal, Costa do Marfim, Suíça e Portugal.

Juntas, Adidas, Nike e Puma concentram pouco mais de 77% dos uniformes de toda a competição. A quebra do oligopólio tradicional no principal torneio do planeta, no entanto, ocorre graças às fatias menores do mercado, impulsionadas pelo aumento no número de vagas. Marcas com menor projeção global enxergam na vitrine expansiva da Copa de 2026 a oportunidade de ouro de consolidar seus nomes internacionalmente.

Camisa da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026 – Adidas/Divulgação

Entre as novidades e marcas mais regionais que darão as caras nos gramados norte-americanos, a espanhola Kelme, por exemplo, será a fornecedora oficial da Bósnia e Herzegovina e da Jordânia. Outras empresas que garantiram o passaporte para o Mundial através de acordos pontuais incluem a 7Saber (Uzbequistão), Capelli Sport (Cabo Verde), Marathon (Equador), Majid (Irã), Saeta (Haiti) e a icônica Reebok, que vestirá a seleção do Panamá.

Marcas consagradas em décadas passadas no cenário do futebol europeu e sul-americano também se mantêm vivas: a inglesa Umbro e a italiana Kappa confirmaram presença vestindo, respectivamente, a República Democrática do Congo e a Tunísia.

As fornecedoras das seleções no Mundial de 2026

Adidas (15 seleções)
África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bélgica, Catar, Colômbia, Curaçao, Escócia, Espanha, Iraque, Japão, México, Suécia

Nike (12 seleções)
Austrália, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Noruega, Turquia, Uruguai

Puma (11 seleções)
Áustria, Costa do Marfim, Egito, Gana, Marrocos, Nova Zelândia, Paraguai, Portugal, República Tcheca, Senegal, Suíça

Kelme (2 seleções)
Bósnia e Herzegovina e Jordânia

7Saber (1 seleção)
Uzbequistão

Kappa (1 seleção)
Tunísia

Majid (1 seleção)
Irã

Marathon (1 seleção)
Equador

Reebok (1 seleção)
Panamá

Saeta (1 seleção)
Haiti

Capelli Sport (1 seleção)
Cabo Verde

Umbro (1 seleção)
República Democrática do Congo