Setenta anos de praia
“Dar o meu máximo”, “lutar pelos três pontos”? Nada disso. Quero falar de futebol na linguagem do boleiro, sem o discurso professoral chato

Minhas estreias sempre foram marcantes. Em todas, aquele friozinho na barriga e o desejo de entrar logo em campo. Em 1967, pelo Botafogo, a primeira vez no Maracanã, marquei os três gols da vitória contra o América, na final da Taça Guanabara. Aquele momento ainda está congelado em minha memória. Cinco anos depois, estreava pelo Flamengo, também no Maraca, no Torneio de Verão, enfrentando o Santos de Pelé e o Benfica de Eusébio. O Fla tinha Renato, Moreira, Chiquinho, meu irmão Fred, Reyes, Rogério, Fio, Caio Cambalhota e Arílson. Fomos campeões! Em 1974, eu me mandei para o Olympique de Marselha e fiz o gol da vitória contra o Strasbourg. Não falava a língua, não conhecia ninguém e fomos vice-campeões. Aí, em 1976, o Horta me trouxe para integrar a Máquina Tricolor. A estreia foi no maior do mundo, contra o poderoso Bayern de Munique, base da seleção alemã, e…
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