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Os exageros sobre Jorge Jesus, o novo ‘Deus do futebol’

É inegável: o português fez um ótimo trabalho no Flamengo. Mas não deixa de ser um técnico mediano, que estava na hora certa e no lugar certo

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
Técnico do Flamengo Jorge Jesus sendo festejado por seus jogadores após vencer o Campeonato Carioca
Técnico do Flamengo Jorge Jesus sendo festejado por seus jogadores após vencer o Campeonato CariocaREUTERS

É inegável que Jorge Jesus fez um ótimo trabalho no Flamengo e chacoalhou o mercado de treinadores, mas não o suficiente para as mesas-redondas, absolutamente todas, gastarem 80% do tempo na cobertura de sua ida para o Benfica. Elogiei sua postura algumas vezes, mas até a página dois. Jorge Jesus é um treinador mediano e pegou um elenco grande e de qualidade bem superior a maioria de seus rivais. E há uma grande diferença entre inovar e resgatar. O que Jorge Jesus fez foi escalar os jogadores em suas posições de origem e apostar no futebol ofensivo. Um colírio para os olhos do torcedor cansado de assistir shows e mais shows de retranca. Um time bem preparado fisicamente, com bons salários em dia e empolgados com a chegada de um treinador europeu. Jorge Jesus estava na hora certa, no lugar certo.

E que lugar era esse? Na Ásia. Nem ele…

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