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O passo à frente do futebol

Viajante vai até a Copa de 1962 ver Nilton Santos disfarçar para evitar um pênalti e dá ‘spoilers’ sobre polêmicas na ética do esporte

Por Cláudio Henrique @comentaristadofuturo7 min de leitura
Brasil x Espanha - Copa do Mundo de 1962 -
Brasil x Espanha - Copa do Mundo de 1962 -Reprodução

Desde já peço mil desculpas a todos vocês, queridos leitores e leitoras de 1962, pelos erros que provavelmente vou cometer neste texto. “Errar é humano”, mas sinto informar que o provérbio será esquecido lá pelos idos de 2022, de “quando” venho. Uma escalada positiva (mas dolorosa) de debates éticos, lutas por direitos de minorias, patrulhas ideológicas e ressignificação de linguagens, entre outros ingredientes, nos levará ao terreno perigoso e medieval das sentenças sem direito à defesa. Traduzindo: mesmo pessoas que assumam o erro e queiram se corrigir serão atiradas à vala comum dos ‘imperdoáveis’ – tal criminosos atávicos onde a pena de morte é aceita. Daqui a exatos 70 anos, o lance que vimos ontem neste Brasil 2 x 1 Espanha, em que Nilton Santos derrubou Enrique Collar dentro da área e deu um passo à frente, enganando o juiz, ainda será lembrado, mas estarão abafadas as vozes que por…

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