O técnico do Santos, Pedro Caixinha, disse nesta quarta-feira, 19, após a vitória da equipe diante do Noroeste, estar empenhado no que chama de “causa Neymar”. O treinador do clube paulista afirmou não ter tido contatos direto com o técnico Dorival Júnior, presente a Vila Belmiro, mas revelou que há cuidados no processo de retorno do camisa 10 após a cirurgia no joelho esquerdo que o afastou por mais de um ano do futebol.

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“Não tive contato com o Dorival, só com o preparador e o fisiologista que acompanharam o treino. Nossas portas estão abertas para a CBF e a comissão. Gosto muito dele e uma pena não tê-lo cumprimentado pessoalmente. Estamos sempre abertos e cordiais a recebê-los e trocar informações. Nós temos uma causa. A causa Neymar. Ele ter abdicado de muitas coisas e vir para essa causa onde se sente bem, feliz como não se via há muito tempo. É um primeiro passo para que o segundo passo seja a causa Brasil”, explicou Caixinha.

“Podemos trabalhar com ele da melhor maneira, ter cuidados, apesar dele querer jogar sempre. Ninguém que ter também um retrocesso em relação ao desenvolvimento, crescimento e o processo de jogo que tem a ver com o ritmo. Estamos satisfeitos com evolução e abertos a receber a CBF para ajudar”, completou.

Neymar foi titular em quatro dos cinco jogos em que atuou - Raul Baretta/Santos FC

Neymar foi titular em quatro dos cinco jogos pelo Santos – Raul Baretta/Santos FC

Neymar permaneceu em campo por 69 minutos, sendo substituído por Thaciano, autor do terceiro gol. Segundo estatísticas do Sofascore, teve 48 ações com a bola, acertou 22 dos 30 passes que tentou (73% no quesito), deu um passe decisivo, acertou um em seis cruzamentos que tentou, errou as duas finalizações, ganhou cinco de nove duelos pelo chão, perdeu 16 bolas.

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“Neymar já foi preservado no jogo, mas não gosto de pensar dessa forma. Se tem a classificação garantida, quero mais. Se posso terminar com 18 pontos, não quero terminar com 15 ou 16”, explicou.

Essa foi a quinta partida consecutiva do jogador desde a estreia em 5 de fevereiro. Em nenhuma delas, porém, ele atuou por 90 minutos.

Presente em um dos camarotes do estádio ao lado do preparador físico Celso Rezende e do fisiologista Guilherme Passos, o treinador viu Neymar confirmar a sequência física para justificar um chamado. Um dia antes, a comissão da seleção havia visitado o CT Rei Pelé para conversar com profissionais que acompanham o dia a dia do jogador.

Taticamente, atuou mais próximo a área e do centroavante Tiquinho Soares, recuando menos como em outros jogos e deixando a função de armar jogadas muitas vezes com Soteldo e Guilherme, autor de um dos gols da noite, o décimo em 11 jogos. Saiu de campo ovacionado pela torcida.

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