A Inter de Limeira oficializou o início de um novo e ambicioso capítulo em sua história. O clube paulista concluiu a assinatura contratual que institui a sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), formalizando a transferência do controle do departamento de futebol para um grupo de investidores encabeçado pelos ex-jogadores e pentacampeões mundiais Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos.

Com o desfecho das negociações, o consórcio assume 80% das ações da nova empresa, enquanto a associação civil esportiva retém os 20% restantes. A composição da mesa de investidores vai além dos ídolos do futebol nacional, contando também com o aporte de um empresário haitiano e do príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud.

A gestão executiva e o comando das operações no interior paulista ficarão sob a responsabilidade de Enrico Ambrogini, profissional que já trabalhou com Ronaldo durante o período em que o ex-atacante foi proprietário da SAF do Cruzeiro. A assinatura do vínculo, inicialmente prevista para setembro, havia sido adiada nas últimas semanas para a resolução de trâmites burocráticos.

O planejamento financeiro e esportivo apresentado pelos novos donos estipula um teto de investimentos de até R$ 454 milhões distribuídos ao longo de dez anos. O montante não representa um repasse imediato, mas uma projeção atrelada a metas de desenvolvimento.

Para o biênio inicial de gestão, está previsto um aporte de até R$ 20 milhões. Estes primeiros recursos serão destinados, com prioridade, à reformulação do departamento de futebol profissional, ao fortalecimento das categorias de base e à modernização da infraestrutura do clube, o que abrange melhorias diretas no estádio Limeirão e no centro de treinamento.

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O objetivo central do projeto liderado por Ronaldo e Roberto Carlos é recolocar a Inter de Limeira na Série A do Campeonato Brasileiro em um prazo máximo de oito temporadas. O trabalho da SAF terá início em um momento de ascensão de calendário da equipe, que recentemente conquistou o acesso para disputar a Série B em 2027, quebrando um hiato de 35 anos longe da segunda divisão nacional.

O salto de prateleira, no entanto, demandará um planejamento imediato de montagem de elenco, além do monitoramento dos desdobramentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), onde a vaga na segundona ainda é alvo de um pedido de impugnação movido pelo Paysandu.

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