O Athletico-PR e o Flamengo protagonizaram um empate eletrizante por 1 a 1 na noite deste domingo (17), na Arena da Baixada, em Curitiba. Em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, o duelo foi marcado por uma montanha-russa de emoções, falhas individuais, milagres de goleiro e nada menos que três bolas na trave. O Furacão saiu na frente cedo, desperdiçou chances claras de liquidar a fatura e acabou castigado na reta final pelo faro de gol do artilheiro Pedro, sob os olhares atentos do técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.

Falha inicial e vantagem paranaense

A história do jogo começou a ser desenhada logo aos 12 minutos da primeira etapa. Após uma roubada de bola de Zapelli no meio-campo, Benavídez foi acionado na direita e cruzou para a área. O colombiano Mendoza dominou sob pressão e bateu cruzado. O que parecia uma defesa controlável transformou-se em pesadelo para o goleiro Rossi, que falhou ao tentar a manchete e viu a bola morrer no fundo das redes, abrindo o placar para os donos da casa.

O gol inflamou a torcida na Arena e ditou o ritmo de um primeiro tempo onde o Athletico soube se fechar e explorar os espaços, enquanto o Flamengo, mesmo com mais posse de bola, esbarrava na forte marcação e na falta de criatividade.

Festival de traves e milagres

Se a primeira etapa foi de controle estratégico, o segundo tempo se transformou em um verdadeiro teste para cardíacos. Logo aos 5 minutos, Carrascal assustou pelo lado carioca ao carimbar o travessão após cruzamento de Samuel Lino.

A resposta do Athletico, no entanto, foi avassaladora. Aos 34 minutos, o lance mais inacreditável da partida: Viveros saiu cara a cara com Rossi, finalizou duas vezes para defesas espetaculares do argentino, que se redimiu da falha inicial, e, na terceira tentativa no rebote, o atacante colombiano estourou a bola no travessão.

Pouco depois, aos 37, foi a vez de Felipinho soltar uma bomba de canhota de fora da área e também parar no poste superior da meta flamenguista. O Furacão flertava com o nocaute, mas deixava o adversário vivo.

O castigo e o alívio nos pés do artilheiro

No futebol, a máxima ‘quem não faz, toma’ costuma ser implacável. Apenas um minuto após a bola na trave de Felipinho, o Flamengo encontrou seu alívio. Aos 38 minutos, Léo Pereira lançou Bruno Henrique na ponta esquerda. O atacante, que havia saído do banco, cruzou rasteiro na medida para Pedro. O camisa 9, que já havia perdido uma chance incrível minutos antes, não perdoou desta vez e empurrou de canhota para empatar o jogo, chegando ao nono gol na competição.

Nos acréscimos, o clima esquentou e o volante Danilo, do Flamengo, acabou expulso após receber o segundo cartão amarelo por parar um contra-ataque de Viveros.

Com o apito final, o resultado mantém o Flamengo na vice-liderança, agora com 31 pontos, enquanto o Athletico-PR chega aos 24 pontos, rondando o G-4. Na próxima rodada, o Furacão viaja para enfrentar o Remo, e o Rubro-Negro carioca recebe o líder Palmeiras em um confronto direto pelo topo da tabela.