O clima de tensão se transformou em pesadelo no Independência. Na noite deste domingo (12), o Novorizontino soube explorar o desespero e os erros individuais do América-MG para vencer com autoridade pela quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Apoiado em um segundo tempo letal e nas falhas da defesa mineira, o time paulista construiu o placar e afundou o Coelho na zona de rebaixamento, sob intensas vaias da torcida local.
Clima hostil e futebol burocrático
O confronto entre duas equipes que buscavam a primeira vitória na competição começou tenso. O América-MG, jogando em casa e pressionado pela posição na tabela, tentou assumir o controle, mas esbarrou na própria falta de inspiração. Logo aos 17 minutos, as primeiras vaias ecoaram nas arquibancadas do Independência.
O Novorizontino, bem postado, assustava em contragolpes, principalmente com Róbson, que quase abriu o placar em um chute forte da entrada da área aos 29 minutos. O primeiro tempo terminou com o time da casa trocando passes sem objetividade e descendo para o vestiário sob fortes protestos de seus torcedores.
O VAR e o colapso americano
A segunda etapa prometia uma mudança de postura. Aos 11 minutos, a torcida americana chegou a comemorar quando Mastriani balançou as redes, mas o VAR interveio e anulou o lance por impedimento de Jhonny na origem da jogada. O balde de água fria foi o prelúdio do desastre. Aos 26 minutos, logo após entrar em campo, Yago errou feio na saída de bola. Juninho, que também havia acabado de sair do banco para o Novorizontino, roubou a bola, arrancou e serviu Diego, que não perdoou e abriu o placar.
O gol desestabilizou completamente o Coelho. Apenas dois minutos depois, o golpe de misericórdia: Juninho, novamente decisivo, finalizou de dentro da área. A defesa travou duas vezes, mas a sobra ficou limpa para Sander, na segunda trave, ampliar a vantagem de cabeça e calar de vez o estádio, transformando o silêncio em novas vaias.
Golpe final e revolta nas arquibancadas
Com a desvantagem no placar, o América-MG se lançou ao ataque de forma desorganizada, abrindo ainda mais espaços. O Novorizontino passou a administrar a partida e empilhar chances. Já nos acréscimos, aos 47 minutos, enquanto boa parte da torcida já deixava o Independência, Tavinho arriscou um chute cruzado da direita. A bola desviou no pé da trave e morreu nas redes, selando o placar final.
O apito final confirmou não apenas a primeira vitória do Novorizontino, que respira aliviado se distanciando do Z4, mas também a crise profunda do América-MG. Sem vencer no campeonato, o Coelho permanece afundado na zona de rebaixamento e corre o sério risco de terminar a rodada na lanterna da competição, sob a fúria de uma torcida que não poupou críticas aos jogadores, à comissão técnica e à diretoria.






