Ainda durante a noite deste domingo, 1, a CBF emitiu uma nota oficial esclarecendo o uso e desempenho do VAR na final da Supercopa do Brasil, na vitória e título conquistado pelo Corinthians por 2 a 0 contra o Flamengo, no Mané Garrincha. A decisão teve expulsão polêmica no intervalo de jogo e queda de energia no sistema de vídeo da arbitragem.

O lance de maior polêmica e expulsão aconteceu no final do primeiro tempo, entre Carrascal e Bidon, quando o colombiano deixou o braço no jogador corinthiano. Mesmo com o apito final e a descida dos jogadores ao vestiário, a revisão do lance seguiu.

Na volta, o árbitro Rafael Klein foi chamado para o vídeo: “Durante o intervalo a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance que não foi visto no campo porque se trata de uma conduta violenta, eu posso fazer isso em qualquer momento”, disse.

Durante a análise, Klein concluiu: “Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo um movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho”.

CBF se baseia no Livro de Regras

“Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta”, disse a CBF.

A entidade completou: “O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo”.

A CBF se baseia em uma fundação normativa do Livro de Regras que prevê a revisão após o reinício do jogo em algumas poucas situações específicas, como expulsão por conduta violenta.

A queda de energia e o protocolo

A entidade também se manifestou sobre a queda de energia que tirou o VAR de funcionamento da final entre os 15 e 34 minutos do segundo tempo. Justamente um minuto antes, aos 14, o Corinthians marcou gol com Memphis Depay em lance ajustado e que acabou anulado pela arbitragem de campo.

A CBF ainda completou em nota: “A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes. A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida”.