Neste domingo, 15, o Palmeiras fará o seu primeiro jogo do ano como mandante no Allianz Parque. Após a troca total do gramado, que recebeu a certificação da Fifa, o Alviverde voltará a sua casa no jogo contra o Mirassol. Com isso, a Série A do Campeonato Brasileiro passa a ter 30% das equipes atuando em piso sintético em seus domínios, algo que nunca tinha acontecido.

Athletico Paranaense e Chapecoense, que subiram de divisão, se juntaram ao Atlético Mineiro, Botafogo e Palmeiras, que também utilizam o piso artificial como mandante.

Devido a iminente reforma do estádio São Januário, o Vasco deve mandar os seus jogos no estádio Nilton Santos. Com isso, a quantidade de partidas no sintético pode alcançar um novo recorde na primeira divisão do futebol brasileiro.

O Allianz Parque conta o gramado artificial desde 2020. Nesta temporada, em um investimento avaliado em R$ 11 milhões, a Wtorre, empresa responsável pela gestão do estádio, impulsionou esse serviço em conjunto com o Palmeiras a fim de melhorar não apenas a qualidade da grama mas também a tecnologia em volta dela como o sistema de drenagem, ⁠instalação de tapetes, rolos do choque pad, ⁠lançamento e distribuição da areia e a demarcação do campo.

Na última quarta, 11, saiu o certificado da Fifa sobre a inspiração e aprovação do novo gramado sintético do Allianz Parque. Com o documento, o estádio está oficialmente liberado para voltar a receber partidas.

Mesmo com protestos formais de alguns atletas, dirigentes e clubes, como o Flamengo, contra o uso de gramados sintéticos no Brasileirão, a tecnologia está cada vez mais presente nos estádios. Na visão de especialistas, fatores como variações climáticas, realização de eventos como shows e o excesso de partidas ao longo da temporada colaboram para a migração da grama natural para a sintética.

“O gramado sintético tem sido uma solução viável para os clubes, principalmente pensando na sustentabilidade econômica. As Arenas, hoje em dia, também são pensadas como multiuso. No gramado natural, por exemplo, não é possível receber um show e no dia seguinte ter um jogo de futebol. Isso prejudica o espetáculo”, afirma Sergio Schildt, presidente da Recoma, empresa que já executou mais de dois milhões de m² de grama sintética e tem alguns cases de sucesso, como o Centro de Treinamento do Flamengo, e o estádio de Extrema, em Minas Gerais.