Gabigol e Matheuzinho com as camisas de seus clubes de infânica
Qual criança nunca sonhou em jogar pelo clube de coração e comemorar um gol no meio de sua torcida? Alguns atletas profissionais poderão realizar esse sonho no Brasileirão 2026, que tem início nesta quarta-feira, 27, com oito jogos (veja onde assisti-los).
A lista abaixo traz alguns jogadores que defendem os times pelos quais torcem desde a infância, com destaque para Gabigol (Santos), Matheuzinho (Corinthians), Danilo (Flamengo) e Raphael Veiga (Palmeiras).
Tetê – Grêmio
O bom filho à casa torna. Formado na base do Grêmio, Tetê foi vendido ao Shakhtar Donetsk em 2019, sem sequer receber oportunidades no profissional. Mesmo com outras propostas, no início deste ano, o Imortal anunciou seu retorno por cerca de R$ 42 milhões, valor pago ao Panathinaikos, da Grécia.
Ao desembarcar no Brasil, o atacante já deixou clara a sua paixão pelo Grêmio. No aeroporto, a torcida foi recebê-lo e Tetê surpreendeu ao pegar o bumbo da Geral, cantar com os gremistas e mostrar que, de fato, torce para o Tricolor Gaúcho.
Ferreirinha – São Paulo
Ferreirinha criança com a camisa do São Paulo – Reprodução/SPFC
Contratado pelo Tricolor em 2023, Ferreirinha deixou o Grêmio, clube que o formou, para defender o seu clube do coração. Em sua coletiva de apresentação, o atacante confirmou a torcida: “Sou são-paulino desde o berço. Isso veio do meu pai. Meu sonho sempre foi ser jogador de futebol e um dia jogar no São Paulo. Eu e meu irmão brincávamos e falávamos que éramos os jogadores da época, como Luis Fabiano e Dagoberto. Hoje é a realização de um sonho”.
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Pelo São Paulo, Ferreirinha já fez 102, em três temporadas de altos e baixos. Com a camisa Tricolor o jogador anotou 16 gols e deu seis assistências. Nos últimos jogos com Crespo, o atleta tem alternado entre o time titular e o reserva.
Gabriel Menino – Santos
Gabriel Menino era santista de infância – Reprodução/Santos FC
Gabriel Menino foi contratado pelo Santos em janeiro deste ano. O jogador chegou ao clube por empréstimo de um ano junto ao Atlético-MG. Durante sua coletiva de apresentação no Peixe, o volante revelou ser torcedor do clube desde pequeno.
“Meu pai é muito santista mesmo. Eu peguei essa paixão pelo Santos desde pequeno. Peguei época do Neymar, fazia tudo que o Neymar fazia. […] Quando tive a oportunidade de vir veio um monte de emoção. Fico emocionado porque sei o peso que ela carrega, a importância que tem de vestir essa camisa. É muito gratificante. Desde criança tenho esse desejo e sonho de jogar no time do meu coração e do meu pai”, revelou Menino.
Danilo – Flamengo
Danilo, de cabeça, marcou o gol do Flamengo na final da Libertadores- GILVAN DE SOUZA/DIVULGAÇÃO/FLAMENGO
Autor do gol do título do tetra da Libertadores do Flamengo, Danilo tem uma história escrita com o Rubro-Negro desde o berço. Formado nas categorias de base do América-MG, o defensor voltou para o clube de seu coração depois de uma carreira vitoriosa no futebol europeu, por Juventus, Real Madrid, Porto e Manchester City.
“Eu não sou torcedor do Flamengo por moda. Teve um determinado momento em que todo mundo achava maneiro torcer pelo Flamengo. Eu peguei desde pequeno, quando o Flamengo lutou para não cair para a Série B, o início dos anos 2000, era duro. Eu estou calejado, acho que eu merecia pegar um momento assim tranquilo também”, disse Danilo em entrevista ao MengoCast.
Pedro – Flamengo
Pedro jogando futsal pelo Flamengo – Reprodução Internet
Criado nas categorias de base do Fluminense, Pedro sempre torceu para o Flamengo. Quando o Tricolor das Laranjeiras estava vendendo o jogador para a Fiorentina da Itália, clube que defendeu antes de voltar ao Brasil para jogar no Fla, o jogador chegou a chorar pedindo para defender o clube do coração.
Em entrevista ao Charla Podcast, o presidente da Unimed e ex-vice-presidente geral do Flu, Celso Barros, confirmou a história. “Eu estava lá, participava das reuniões, empresários e tudo. Em uma das últimas reuniões, o Pedro chorou, que queria ir para o Flamengo, queria mesmo ir para o Flamengo”, contou o ex-cartola.
Coutinho – Vasco da Gama
Coutinho criança com a camisa do Vasco – Reprodução/Instagram
Revelado em 2009 pelo Vasco, Phillipe Coutinho jogou apenas 43 partidas, com cinco gols marcados, antes de se transferir para o futebol europeu. O amor pelo Cruzmaltino, porém, nunca se apagou no coração do “Pequeno Mágico”, que acertou seu retorno ao clube em julho de 2024. O meia já revelou em entrevistas seu amor pelo Gigante da Colina e sua torcida.
“É um sentimento de muita felicidade, alegria e ansiedade. Vivi muito tempo fora, então realmente é um sentimento de estar voltando pra casa, para o lugar onde fui criado, para o lugar que eu amo, o clube que eu amo. Todo mundo sabe, minha família, o quanto eu estou feliz e eles todos estão felizes por essa volta”, disse Coutinho em seu retorno ao Vasco.
Gabigol – Santos
Gabigol criança com a camisa do Santos – Reprodução/ Instagram
Santista desde criança, Gabigol foi revelado pelo Santos em 2013, quando estreou profissionalmente pela equipe. Em entrevista ao podcast PodPah, revelou sua paixão pelo Peixe. “O Santos sempre foi meu time do coração desde pequenininho. A minha família sempre foi santista”, comentou Gabigol.
Pelo Santos, Gabriel fez 211 partidas, com 86 gols e 13 assistências, sendo o quarto maior artilheiro do clube no século XXI, empatado com Kléber Pereira. Ainda por lá, conquistou o bicampeonato do Paulistão (2015 e 2016).
Raphael Veiga – Palmeiras
Veiga, primeiro à direita, e seu irmão na arquibancada – Reprodução/TV Palmeiras
De família palmeirense, Raphael Veiga integra a torcida que canta e vibra desde pequeno. Após a conquista do da terceira Libertadores pelo Verdão em 2021, Raphael Veiga abriu seu coração. “Estou muito feliz. Sensação única, inexplicável. Eu que estive do outro lado, da torcida, agora estou aqui, ajudando o time em campo”, revelou o meia ao SBT.
Pelo Palmeiras, Veiga disputou 379 jogos, com 108 gols e 54 assistências. Por lá, conquistou duas Libertadores, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e quatro Campeonatos Paulista. Hoje, é considerado um dos maiores ídolos do clube.
Matheuzinho – Corinthians
Matheuzinho torcedor do Corinthians desde pequeno – Reprodução/Instagram
Corinthiano desde pequeno, Matheuzinho é mais um dos vários torcedores do Corinthians que começou a torcer para o clube por conta da família.
“Minha maior inspiração como torcedor foi meu avô. Ele é corinthiano e me fez gostar e torcer pelo Corinthians. Primeira lembrança é quando fui para o estádio com meu pai em 2007, 2008. Corinthians foi jogar em Londrina a Série B, começou um temporal, estava eu e meu pai na organizada. A Gaviões subiu o bandeirão e ficou na minha memória. A paixão veio pelo meu avô e depois dessa parte que presenciei como torcedor”, revelou o lateral durante coletiva de apresentação em 2024.
Desde que chegou ao Timão, disputou 114 jogos, com cinco gols e sete assistências. Pelo time alvinegro, conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil no ano passado.
Marlon – Grêmio
Marlon com a camisa do Grêmio no último Grenal – LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Gaúcho, o lateral-esquerdo deixou o Cruzeiro para defender o seu time da infância. O jogador confirmou que sua família era gremista. No futebol europeu, Marlon jogou por Boavista, de Portugal, e Trabzonspor, da Turquia, além de ter tido uma passagem pelo Fluminense.
“O meu falecido avô era gremista, em Passo Fundo. Tenho família em Passo Fundo e Tapejara. O primeiro jogo que assisti no profissional foi Grêmio e Figueirense no Olímpico, 1 a 1, se não me engano, em 2008. Eu era menino, pude ver a Geral, outras coisas. Estudei aqui em Porto Alegre, no Farroupilha, colégio que eu gosto muito, tinha amigos gremistas. Mesmo quando eu estava fora, em Portugal e na Turquia, sempre acompanhei o Grêmio”, comentou o lateral.
Matheus Pereira – Cruzeiro
Matheus Pereira comemorando gol pelo Cruzeiro – Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Camisa 10 e líder técnico do Cruzeiro, Matheus Pereira é torcedor do clube celeste desde pequeno. O presidente Pedrinho confirmou essa informação na renovação do meia, concretizada no começo deste ano: “É muito importante para nós termos jogadores do gabarito dele, da categoria dele, ser cruzeirense, querer ganhar título”, disse o mandatário sobre o meia.
Matheus Pereira saiu cedo do Brasil para jogar na base do Sporting de Portugal. No futebol europeu e árabe o jogador defendeu clubes como West Bromwich, da Inglaterra, e Al-Hilal, da Arábia Saudita. A volta para o seu país natal não podia ser para outra equipe além do seu time do coração.
Gui Negão – Corinthians
Gui Negão é corinthiano desde pequeno – Reprodução/Instagram
Uma paixão de pai para filho. Assim como muitos torcedores do Bando de Loucos, Gui Negão começou a torcer para o Corinthians por conta de seu pai.
“Foi muito pelo meu pai. Meu pai é muito corintiano até hoje, tá louco. Meu pai, esses dias atrás, estava me criticando na arquibancada. Estava criticando minhas decisões. Ele é muito corintiano. Acredito que foi por ele, foi a grande pessoa que me incentivou a torcer para o Corinthians. E agradeço a ele demais. Demais mesmo, porque acredito que eu estou no time certo”, revelou Gui em entrevista ao ge.
Revelado pelo Timão no ano passado, o atacante disputou 27 jogos pela equipe profissional do time alvinegro, com cinco gols e duas assistências. Ainda em seu ano de estreia, o jovem de 18 anos conquistou a Copa do Brasil.