O meio-campista Damián Bobadilla, do São Paulo, foi formalmente denunciado pelo STJD em decorrência de um suposto gesto obsceno. O incidente ocorreu durante a comemoração do primeiro gol da equipe no clássico contra o Corinthians, disputado no domingo, 10, na Neo Química Arena.
A Procuradoria do tribunal enquadrou o atleta no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva. A pena prevista para esta infração pode variar de uma a seis partidas de suspensão. O procurador Eduardo Ximenes argumentou que o gesto possui cunho sexual e desrespeitoso, independentemente do contato físico com as partes íntimas.
Como foi a análise da arbitragem
Durante a partida, o árbitro Anderson Daronco e a equipe do VAR analisaram o lance, mas optaram por não aplicar cartões ao jogador. A interpretação da arbitragem em campo foi de que o movimento poderia ser um sinal de raça, comum em culturas latinas, ou que a ausência de contato direto com a genitália não justificaria a expulsão imediata. A decisão gerou debates sobre a aplicação de critérios em casos similares.
Além da denúncia contra o meio-campista, o Corinthians também foi notificado pelo STJD. O clube foi enquadrado no artigo 213 do CBJD por desordem na praça desportiva, devido ao arremesso de objetos, como bobinas de papel, no gramado durante o confronto. O episódio causou atraso no reinício da partida, que terminou com vitória do time mandante por 3 a 2. Até o momento, não há data definida para o julgamento de Damián Bobadilla.









