O árbitro Thiago Carlos Berni foi alvo de agressões físicas por parte de jogadores, pais e torcedores após o apito final de uma partida de futebol da categoria sub-14. O caso ocorreu no dia 2 de maio de 2026, no Conjunto Esportivo Anuar Pachá, em Catanduva, interior de São Paulo. O confronto, válido pela Copa AME, envolvia as equipes Bola na Rede e Grêmio Olimpiense.

Invasão de campo e violência

De acordo com o boletim de ocorrência, o clima de tensão começou ainda com a bola rolando. Aos 17 minutos, um atleta do Grêmio Olimpiense foi expulso após dar um soco em um adversário. Após o término do jogo, a situação saiu de controle: outro jogador partiu para cima do árbitro com ofensas, seguido por uma invasão de campo protagonizada por familiares e torcedores da equipe visitante.

Berni relatou ter sido cercado por mais de dez pessoas, sofrendo socos, chutes e golpes com pedaços de madeira. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Padre Albino com lesões no rosto, nas costas e no ombro. A confusão também resultou na depredação do banco de reservas e exigiu a intervenção da Polícia Militar, Guarda Municipal e Samu.

Punições e investigação policial

O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia Seccional de Catanduva, e o árbitro passou por exame de corpo de delito. Em resposta ao episódio de violência, a organização da Copa AME emitiu uma nota de repúdio e aplicou sanções severas com base em seu regulamento disciplinar.

A equipe sub-14 do Grêmio Olimpiense foi sumariamente excluída da competição e multada em R$ 5 mil. Além disso, os atletas citados no relatório da arbitragem receberam uma suspensão de quatro anos de todos os torneios promovidos pela entidade. A organização ressaltou que as punições podem ser revistas caso os envolvidos colaborem para identificar outros participantes das agressões.