Acervo · Esporte

‘Se a prefeitura de Varginha não nos quiser aqui, vamos embora’

Rone Moraes, presidente do Boa Esporte, enfrenta debandada de patrocinadores e aposta na verba de TV para manter o clube em ordem

Por Leslie Leitão, de Varginha5 min de leitura
Rone à beira do campo do CT, que é bancado pela prefeitura de Varginha
Rone à beira do campo do CT, que é bancado pela prefeitura de Varginha

Rone Moraes é um dos três donos do Boa Esporte Clube, minúscula equipe que há seis anos tem sede em Varginha, no sul de Minas Gerais, e que entrou no centro de uma polêmica nacional depois de anunciar a contratação do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e 3 meses pelo homicídio de Eliza Samudio. Aos 49 anos, foi dele, o presidente, a última palavra para o acordo, firmado na semana passada. E apesar de toda a repercussão negativa, ele dá de ombros. Nem a perda de todos os cinco patrocinadores, nem os protestos nas redes sociais, nem mesmo a ameaça da prefeitura da cidade de rever a parceria – que cede o estádio, o Centro de Treinamento e o hotel para a concentração – o fizeram recuar.

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