Rooney, o meio-craque
É um jogador global. Mas não consegue ser o que prometia no início da carreira

“Classificá-lo assim não é querer diminuir seu talento, mas tratar de não aumentá-lo”
Os anos 80 foram pródigos em meios-craques. Por definição rigorosamente científica, o meio-craque é aquele jogador muito bom, estiloso, capaz de jogadas sensacionais, ídolo local, mas que, por algum motivo, seja pela personalidade tímida, seja por falta de ambição, ou por azar mesmo, não vai para a seleção, não deslancha para além das fronteiras, não entra para a história no panteão dos imortais. Lembro-me do Mendonça do Botafogo, do Pita do São Paulo, do Ailton Lira do Santos, do Elói do Bangu (!), do Zenon do Corinthians, do Edu Marangon da Lusa, do Luis Fernando Flores do Inter, do Edu Manga do Palmeiras, do Deley do Fluminense, do Dicá da Ponte Preta.
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