Robson Caetano: “Adoro ser chamado de tio”
O medalhista olímpico de 56 anos conta como reencontrou o equilíbrio dando aula em uma escola

O esporte me deu tudo o que tenho, inclusive o fôlego para enfrentar as adversidades e conseguir me reinventar. Nasci em uma área pobre, a favela Nova Holanda, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e fui criado pela minha bisavó. O atletismo surgiu por acaso na minha vida. No início da adolescência, com uns 13 anos e já com as pernas gigantes, meu grande sonho era ser jogador de futebol. Um dia, durante uma pelada em um campinho de várzea, veio o convite para fazer um teste em um clube. E aí, a surpresa: não era para tentar a sorte como craque da bola, mas para ser atleta de salto triplo e a distância — e depois velocista. Passei por diversas equipes e, ao longo de quase duas décadas, integrei a seleção brasileira de atletismo, sempre como o número 1 do time. Treinava até nove horas por dia, e…
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