Por que a Islândia virou um sucesso no futebol — e fora dos gramados
Como foi possível ao país de cerca de 330 000 habitantes montar uma boa seleção, em um lugar inóspito, com frio, neve e ventos gelados de setembro a maio

Sabe da última que andam contando por aí? Um em cada 337 686 cidadãos da Islândia já defendeu um pênalti de Messi. A piada singrou as redes sociais desde que Hannes Halldórsson, o diretor de cinema e de comerciais que joga futebol nas horas vagas, voou para a direita e impediu que a Argentina fizesse o segundo gol, no Estádio Spartak, em Moscou. O empate por 1 a 1 foi celebrado como um feito mítico, heroico, digno de Espártaco, de um minúsculo país insular do Atlântico Norte afeito a sagas milenares — só não foi mais comemorado que a façanha de ter alcançado as quartas de final da Eurocopa de 2016, quando o mundo descobriu o “hu”, o divertido e imponente canto dos torcedores que, pontuado por palmas, vai se acelerando animadamente até chegar ao ápice.
E então, hu, veio o futebol. E uma vez mais a Islândia celebrou o…
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