Representantes do Sindicato dos Atletas Profissionais (SAPESP) estiveram no Estádio Moisés Lucarelli nesta sexta-feira, 27, para avaliar as denúncias de atrasos de salários e direitos de imagem na Ponte Preta.

Qual o objetivo da reunião entre o sindicato e os jogadores?

O sindicato buscou ouvir os atletas para entender a extensão das pendências financeiras. O encontro serve como medida preventiva para evitar que a situação culmine em ações na Justiça do Trabalho.

Os líderes do elenco expressaram preocupação com a falta de um cronograma claro para a quitação dos débitos. A instabilidade financeira gera um clima de incerteza no departamento de futebol, afetando o planejamento para a temporada nacional.

Entenda os principais pontos da crise financeira alvinegra

A crise não se restringe aos jogadores, atingindo também funcionários que enfrentam atrasos desde o início do ano. A diretoria, sob comando de Marco Antônio Eberlin, cita bloqueios judiciais como o principal entrave para honrar os compromissos.

  • Direitos de imagem — valor estimado de 2 meses: pendência recorrente que afeta a maior parte do elenco profissional e gera insegurança jurídica.
  • Processos judiciais — R$ 4 milhões: montante acumulado em ações recentes movidas por ex-atletas que impactam diretamente o fluxo de caixa.

Subtotal de pendências críticas: cerca de R$ 4 milhões em execuções imediatas.

O posicionamento da diretoria e os próximos passos

A cúpula da Ponte Preta reconhece as dificuldades e busca a antecipação de receitas de patrocínios. O objetivo é regularizar a folha salarial para evitar novas saídas de jogadores, dentro do elenco que foi campeão da Série C no ano passado.

O monitoramento do sindicato continuará de forma intensiva nas próximas semanas. A entidade busca garantir que os acordos firmados com o grupo atual sejam cumpridos, preservando os direitos trabalhistas dos profissionais envolvidos.