Para que serve um Pan?
Para pouca coisa. A um ano da Rio 2016, os Jogos de Toronto são ofuscados por uma série de torneios mundiais quase paralelos — como os de natação, vôlei e atletismo —, que oferecem mais chances de vaga para a Olimpíada e entregam marcas muito mais expressivas

Pode soar arrogante, mas talvez não seja muito errado apostar que o momento mais memorável dos Jogos Pan-Americanos de Toronto será o show de acrobacias e magia sempre precisas do Cirque du Soleil, uma invenção canadense, na cerimônia de abertura, na sexta-feira 10. Haverá algumas disputas emocionantes, choro em profusão, e certamente boa parte da delegação de 590 atletas brasileiros subirá ao pódio – torcendo para que os organizadores toquem o hino correto, porque na cerimônia de hasteamento da bandeira nacional na Vila dos Atletas as caixas de som emitiram as notas do cântico das Bahamas, levando os atletas a risos constrangidos, antes de o erro ser descoberto.
Um Pan, qualquer Pan, sempre é um torneio de marcas pouco expressivas, espremido entre competições mais decisivas. Do ponto de vista brasileiro, o torneio de Toronto carrega um paradoxo que o diminui ainda mais. Por anteceder a Olimpíada em casa, no Rio,…
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