Para a geração de Neymar, jogar bola é um detalhe
Dinheiro, falta de profissionalismo, estrelismo e diversos outros interesses parecem desviar a atenção dos jogadores da atividade que os projetou

Os dois fracassos consecutivos da seleção brasileira, na Copa do Mundo em casa e na Copa América do Chile, foram um forte choque de realidade para o futebol nacional e mostram que ocorreu uma perda de identidade da seleção, um grupo formado por atletas estabelecidos na Europa, no qual predomina a falta de genialidade. Hoje, a seleção tem a defesa como setor mais forte – mesmo depois do 7 a 1. O único sobrevivente com o DNA dos craques nacionais, Neymar, não conseguiu, claro, evitar os fiascos recentes, graças a dois males do futebol moderno: truculência dos defensores e o próprio estrelismo. Chateado, o atacante do Barcelona deixou a concentração para torrar parte de sua fortuna com os amigos que banca na Europa, chamados de “parças”, enquanto a Justiça espanhola investiga a procedência de uma parte dela. Não é justo, porém, condenar apenas Neymar pelos últimos vergonhosos resultados, pois ele…
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