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Os torcedores que não querem saber da “amarelinha”

Em geral identificados com a esquerda, eles rejeitam a camisa oficial da seleção brasileira por considerá-la um uniforme “#ForaDilma”

Por Guilherme Venaglia3 min de leitura
Manifestação contra a presidente da República, Dilma Rousseff, na Avenida Paulista, em São Paulo , enquanto o Senado Federal realiza sessão de votação do prosseguimento do processo de impeachment da Chefe do Executivo - 11/05/2016
Manifestação contra a presidente da República, Dilma Rousseff, na Avenida Paulista, em São Paulo , enquanto o Senado Federal realiza sessão de votação do prosseguimento do processo de impeachment da Chefe do Executivo - 11/05/2016REINALDO CANATO

Há 65 anos, a seleção brasileira abandonou o uniforme branco e passou a ter o amarelo como a cor principal de sua camisa. Símbolo do patriotismo esportivo ao longo de décadas, a “amarelinha” passou a aparecer, nos últimos anos, fora do contexto futebolístico, no torso de manifestantes que foram às ruas protestar contra a corrupção, contra o PT e, mais especificamente, contra o governo Dilma Rousseff. Resultado: a tradicional “amarelinha” chega à Copa do Mundo da Rússia sob rejeição de parte dos torcedores, em geral identificados com a esquerda, para os quais a peça adquiriu um incômodo significado político.

O advogado e professor de história Felipe Magane está nesse time: enxerga no vestuário a imagem dos defensores do impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

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